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E-mails atribuídos ao financista Jeffrey Epstein indicam que ele obteve um lucro milionário ao encerrar, em janeiro de 2016, uma posição financeira ligada ao aumento do risco soberano do Brasil, justamente no ápice da crise política que antecedeu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A operação, encerrada no patamar de 462 pontos-base no CDS (Credit Default Swap) brasileiro de cinco anos – um termômetro do risco de crédito do país –, resultou em um ganho estimado de US$ 786,5 mil (cerca de R$ 4,1 milhões), um retorno de aproximadamente 160% sobre o capital inicial aplicado. A transação ocorreu no momento de maior tensão do mercado, quando o custo da proteção contra calote do Brasil atingiu seu pico devido à severa recessão, à deterioração fiscal e à escalada da crise institucional.
Os documentos, analisados pelo site Brazil Stock Guide, mostram que a operação foi intermediada pelo Deutsche Bank e sugerida pelo executivo Vahe Stepanian. A posição teria sido montada meses antes, em 2015, quando o CDS era negociado a níveis inferiores, aproveitando a reprecificação do risco à medida que a crise política se aprofundava. Embora os e-mails não indiquem qualquer coordenação política ou uso de informação privilegiada, o timing preciso da operação chama atenção por coincidir com o período de máxima volatilidade, anterior à votação do impeachment que ocorreria em abril de 2016.
O patamar de estresse registrado naquele janeiro de 2016 não seria mais observado nem mesmo durante crises posteriores, como a greve dos caminhoneiros de 2018 ou o choque inicial da pandemia de Covid-19.
Com informações do Brazil Stock Guide
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