667 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Em um momento de extrema tensão política e crescente perseguição aos imigrantes latinos pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfandegária), o cantor Bad Bunny transformou o show do intervalo do Super Bowl em um manifesto de orgulho e resistência. Durante a apresentação, considerada a audiência mais assistida do planeta, o artista porto-riquenho subiu ao palco carregando as bandeiras de diversos países da América Latina e citando nominalmente cada nação, em um gesto que unificou o continente diante de bilhões de telespectadores.
A performance não foi apenas um espetáculo musical, mas uma resposta direta às políticas segregacionistas que tentam desumanizar a população hispânica. Ao colocar a cultura e a identidade latina em destaque no coração dos Estados Unidos, Bad Bunny reafirmou a importância e a presença inegociável desses povos na construção da sociedade americana. Para os milhões de latinos que vivem sob o medo da deportação, o ato serviu como um grito de esperança e visibilidade contra o preconceito institucionalizado.
Enquanto o palco vibrava com a celebração da diversidade, o atual presidente Donald Trump, conhecido por sua retórica hostil contra a comunidade latina, negou-se a comparecer ao evento. O boicote silencioso do presidente foi interpretado por analistas como uma clara rejeição à mensagem de inclusão e ao protagonismo de artistas latinos no maior evento esportivo do país. A ausência de Trump sublinhou o abismo entre o governo conservador e a realidade multicultural que define a América moderna.
O contraste entre a energia vibrante de Bad Bunny e o isolamento político de Trump gerou forte repercussão nas redes sociais. Para apoiadores do governo Lula e defensores dos direitos humanos, o episódio reforça como a cultura pode ser uma ferramenta poderosa contra o autoritarismo e a xenofobia. O show do intervalo deixou de ser apenas entretenimento para se tornar um registro histórico de que a identidade latina não será apagada por decretos ou muros.
Assista ao vídeo:
Em meio à perseguição aos latinos pelo ICE, o cantor Bad Bunny entrou com as bandeiras dos países da América e citou os nomes dos países, no show do intervalo do Super Bowl, considerado o mais assistido do mundo. Donald Trump se negou a comparecer.pic.twitter.com/fP4An9JXjt
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) February 9, 2026