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O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, mais conhecido pelo apelido de “Vagão” — termo carinhoso usado pelo próprio pai, o ex-presidente preso Jair Bolsonaro, para descrever sua vadiagem —, voltou a ser o centro de um escândalo internacional. Em fevereiro de 2026, durante uma suposta missão oficial nos Emirados Árabes Unidos ao lado do irmão, o senador Flávio Bolsonaro, Eduardo decidiu que a prioridade da "agenda diplomática" era testar a maior piscina de ondas artificiais do mundo em Abu Dhabi. A cena do parlamentar surfando enquanto o patriarca do clã está atrás das grades provocou uma onda de indignação que atingiu em cheio até a base mais radical do bolsonarismo.
A viagem, que deveria tratar de temas como segurança internacional e cooperação tecnológica, serviu apenas como pano de fundo para que o "He-Man do surfe" desfrutasse do luxuoso complexo Surf Abu Dhabi, desenvolvido em parceria com Kelly Slater. Enquanto o Brasil acompanha os desdobramentos jurídicos das tentativas de golpe de Estado, Eduardo parece mais interessado em manter o bronzeado e a prática esportiva em destinos paradisíacos. Essa desconexão com a realidade e a falta de compromisso com o trabalho parlamentar reafirmam a imagem de uma prole que sempre utilizou a estrutura pública para fins puramente pessoais e recreativos.
A repercussão negativa não veio apenas da oposição, mas brotou de dentro do próprio ninho olavista. Silvio Grimaldo, um dos diretores do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho, não poupou críticas e chamou o deputado de "idiota", expressando incredulidade diante da futilidade do vídeo. Para os seguidores que ainda esperavam alguma articulação séria para "salvar" o ex-presidente Jair Bolsonaro, ver o filho "03" pegando onda em águas árabes foi o golpe final na credibilidade de uma liderança que nunca soube o que é trabalhar de verdade em prol do povo brasileiro.
A suposta agenda "diplomática" em Dubai e no Bahrein, que incluiu encontros com lideranças locais como o senador Ali Rashid Al Nuaimi, foi totalmente ofuscada pela conduta infantil de Eduardo. Aliados políticos questionam abertamente quem financiou o lazer de luxo do deputado cassado e por que ele insiste em ostentar uma vida de privilégios enquanto seus apoiadores enfrentam as consequências legais dos atos antidemocráticos. O comportamento de Eduardo Bolsonaro é o retrato fiel da decadência de um movimento que, sem o poder da caneta, mostra sua verdadeira face: a de uma elite mimada que só pensa em surfar, literal e figuradamente, nas custas do Estado.
Para os observadores políticos em Brasília, o episódio em Abu Dhabi sela o destino de Eduardo como uma figura política isolada e irrelevante, incapaz de liderar qualquer processo de oposição séria ao governo Lula. Enquanto o atual presidente trabalha para reconstruir a imagem do Brasil no exterior com diplomacia real e investimentos, o clã Bolsonaro continua sendo notícia por escândalos, prisões e, agora, por turismo de luxo disfarçado de missão oficial. A piscina de ondas artificiais de Eduardo tornou-se o símbolo perfeito de um mandato artificial que nunca entregou nada além de polêmicas e oportunismo.
O desespero dos aliados, que tentam blindar o que restou do capital político da família, esbarra na própria futilidade de Eduardo Bolsonaro. Ao ignorar o momento crítico que o pai enfrenta na justiça, o deputado cassado mostra que sua lealdade é, antes de tudo, ao seu próprio prazer. A história registrará essa viagem não por acordos de tecnologia ou segurança, mas pelo deboche de um homem que, apelidado de "vagabundo" pelo próprio pai, fez questão de provar ao mundo que o título era absolutamente merecido.
Assista ao vídeo:
Eu sou muito ingênuo.
— Silvio Grimaldo (@silviogrimaldo) February 8, 2026
Quando falaram que Eduardo estava surfando em Abu Dhabi, enquanto seus empregadinhos da tal mídia independente batiam no Nikolas por ele supostamente não estar se dedicando o suficiente para salvar Bolsonaro, eu achei que fosse figura de linguagem, força… pic.twitter.com/yWGWLHZH6r