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Donald Trump, utilizou suas redes sociais para disparar ataques carregados de preconceito contra a histórica apresentação de Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl. Sem coragem de citar nominalmente o artista porto-riquenho, Trump tentou desqualificar o espetáculo classificando-o como uma "bagunça" e uma "afronta à grandeza da América". Em um tom que reflete o desprezo pelo multiculturalismo, o presidente afirmou que "ninguém entende uma palavra" do que é dito em espanhol e chamou a coreografia de "repugnante", evidenciando sua hostilidade contra a identidade latina.
A fúria de Trump ocorre no momento em que Bad Bunny quebra barreiras históricas ao ser o primeiro artista a comandar o intervalo integralmente em espanhol, levando o reggaeton ao centro do espetáculo mais rentável do mundo. O sucesso do álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, que venceu a categoria de Álbum do Ano no Grammy, é uma resposta direta ao isolacionismo defendido pela extrema direita americana. Enquanto o presidente tenta impor um padrão excludente de "excelência", a música latina ocupa o topo das paradas e reafirma sua soberania sem precisar se curvar aos moldes tradicionais do mercado anglo-saxão.
Veja a publicação de Trump:

O caráter simbólico da apresentação enfureceu não apenas o presidente, mas também grupos de extrema direita como o Turning Point USA, que organizaram boicotes e programações paralelas em protesto contra a suposta "politização" do evento. Para esses setores conservadores, a presença de um artista que lutou ativamente contra governantes corruptos em Porto Rico é uma ameaça aos seus ideais. Bad Bunny consolidou-se como a voz da resistência, recusando-se a suavizar sua língua ou suas referências políticas para agradar a setores que ainda enxergam os Estados Unidos como um território de hegemonia branca.
A tensão política nos EUA serviu de pano de fundo para o espetáculo, que aconteceu em meio a protestos contra o ICE, a agência de imigração responsável por mortes brutais no estado de Minnesota. Antes do evento, a secretária de Segurança Interna de Trump, a extremista Kristi Noem, chegou a ameaçar a comunidade ao dizer que o ICE estaria “em todo lugar” durante o jogo. Esse clima de vigilância e repressão institucional só reforçou a importância do grito de liberdade dado por Bad Bunny no palco, peitando o endurecimento das políticas anti-imigração da atual administração.
Apesar das pressões e dos insultos presidenciais, a NFL manteve o apoio à apresentação, reconhecendo a importância cultural e o alcance global de mais de 200 milhões de espectadores. O ataque de Trump transformou o entretenimento em um campo de batalha ideológico, onde a música latina provou ser uma ferramenta poderosa contra o autoritarismo e a xenofobia. O que o presidente chama de "tapa na cara do país" é, na verdade, a face de uma nova realidade que não aceita mais ser silenciada por muros ou preconceitos linguísticos.
O embate no Super Bowl prova que a cultura latina não está mais disposta a ocupar lugares secundários. A música de Bad Bunny, carregada de posicionamento político e orgulho ancestral, superou as tentativas de boicote e os insultos da Casa Branca. Enquanto Trump se isola em sua retórica de ódio, o mundo assistiu a uma celebração da vida e da diversidade que nenhuma rede social ou discurso autoritário é capaz de apagar. A música venceu o preconceito, e o espanhol ecoou com força total no coração do império.
Com informações do DCM
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