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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de nove envolvidos no núcleo 3 da tentativa de golpe liderada por Jair Bolsonaro e seus aliados. No parecer, o órgão ressalta que não se tratou de improviso, mas de um plano meticulosamente estruturado para destruir a ordem democrática no Brasil.
De acordo com a PGR, as mensagens e provas levantadas demonstram que os acusados sabiam da ilegalidade da trama. O parecer indica que, dentro das Forças Armadas, já havia conhecimento da chamada “minuta do golpe” e também da resistência de alguns comandantes que se recusaram a embarcar na aventura criminosa.
O documento destaca ainda a figura central de Bolsonaro como liderança e inspiração da conspiração. Segundo a PGR, o ex-presidente era o “coordenador e determinador final” dos atos, deixando evidente a existência de uma organização criminosa articulada, e não de atos isolados.
A denúncia aponta dois núcleos de atuação. O primeiro tentou pressionar a cúpula das Forças Armadas a assinar o decreto golpista, com participação de Bernardo Romão Corrêa Netto, Fabrício Moreira de Bastos, Márcio Nunes de Resende Júnior, Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, Ronald Ferreira de Araújo Júnior e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros.
O segundo núcleo tinha a função de agir diretamente contra autoridades e fomentar instabilidade social. Nesse grupo estão Rodrigo Bezerra de Azevedo, Rafael Martins de Oliveira, Hélio Ferreira Lima e Wladimir Matos Soares.
No parecer, a PGR apenas pediu a desclassificação da conduta de Ronald Ferreira de Araújo Júnior para o crime de incitação, previsto no Código Penal. Isso pode abrir caminho para que ele negocie uma pena mais branda. Nos demais casos, o órgão exige condenação exemplar para mostrar que o golpismo não terá vez no Brasil.
Com informações do Brasil 247
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