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O deputado federal e pastor Otoni de Paula (MDB-RJ) desmontou a narrativa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que alegou estar sendo vítima de perseguição religiosa. Durante um culto no último dia 7, Michelle disse que não conseguia sequer orar em casa por conta da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF pela trama golpista.
Em resposta, Otoni classificou a fala como “falaciosa, mentirosa, oportunista e para autoproteção”. O parlamentar apontou ainda que o pastor Silas Malafaia tem incentivado esse discurso falso. Ele recordou que foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em 2021, por ordem do Supremo, e jamais interpretou a medida como perseguição religiosa.
Para Otoni, não existe qualquer “guerra contra os evangélicos”, como tentam sugerir Michelle e Malafaia. “Eu sou a única voz nesse contraponto, a única voz dissonante. Porque não quero que levem a igreja para essa vala comum”, disse.
O pastor, que rompeu com o bolsonarismo em 2024, fez um apelo direto à ex-primeira-dama. “Por favor, irmã Michelle, deixa a igreja fora disso. Ela já sofreu demais com esta polarização. O nosso ministério é o da conciliação, e não da polarização”.
A fala de Otoni expõe o uso político da fé por parte do bolsonarismo, estratégia que tenta vitimizar uma família marcada por escândalos e pela condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentar destruir a democracia brasileira.
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Michelle Bolsonaro está sendo desmentida até por deputados de direita kkkkkk pic.twitter.com/ywAdDOw87t
— Leonardo Silva, democracia para sempre!! (@gremistaleosilv) September 16, 2025