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A nova negativa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre disputar a Presidência da República em 2026 reacendeu divisões internas entre seus aliados e colocou novamente em debate seu futuro político. Enquanto parte da base defende que o governador deve buscar a reeleição em São Paulo, outro grupo insiste que ele continua sendo a principal aposta da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Aliados avaliam que a recusa constante em falar de candidatura presidencial é uma estratégia para reduzir a pressão e o fogo cruzado antes do início oficial da campanha. Tarcísio esteve em Brasília atuando na articulação da anistia aos golpistas e participou do ato bolsonarista de 7 de setembro na Avenida Paulista, quando atacou o Supremo Tribunal Federal e chamou o ministro Alexandre de Moraes de “tirano”. O gesto foi lido como um aceno à extrema-direita mais radical, mas, depois disso, ele optou por “baixar o tom” e restringir sua agenda a compromissos internos e regionais.
A conjuntura em São Paulo também pressiona Tarcísio a manter o foco no estado. O assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, em 15 de setembro, reforçou a necessidade de dedicação às investigações e à segurança pública, o que fortaleceu entre apoiadores a tese de que o caminho natural seria a reeleição.
Entre os argumentos favoráveis à permanência no governo paulista, aliados citam o desejo de Tarcísio em concluir obras já iniciadas e a preferência de sua família em evitar nova mudança para Brasília. Além disso, a lei eleitoral o obrigaria a deixar o cargo até abril de 2026 caso decida concorrer à Presidência, o que o deixaria seis meses sem mandato e vulnerável politicamente.
A ala mais cautelosa avalia que enfrentar Lula em 2026 seria arriscado, dado o peso da máquina federal e a experiência eleitoral do presidente. Para esse grupo, até fatores externos, como tensões diplomáticas envolvendo os EUA e a defesa do Judiciário brasileiro, poderiam favorecer Lula no cenário político.
Diante disso, cresce a leitura de que antecipar Tarcísio em 2026 seria desperdiçar a principal aposta da direita. Reeleito em São Paulo, ele ganharia tempo para se consolidar nacionalmente e se lançar à Presidência em 2030, quando Lula não estaria mais na disputa direta.
Com informações do Brasil 247
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