137 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
O submundo de corrupção que financia o ecossistema da extrema direita no Rio de Janeiro sofreu um golpe definitivo com as novas revelações da Polícia Federal. Os investigadores mapearam um elo pessoal e direto entre o governador Cláudio Castro, um dos mais ardilosos aliados do clã Bolsonaro, e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A investigação da Operação Dark Horse aponta que essa proximidade serviu de base para uma operação financeira fraudulenta que retirou bilhões de reais do Rioprevidência, o fundo de pensão dos servidores públicos fluminenses, para inflar os ativos da instituição privada do aliado político.
Os relatórios técnicos apontam que Cláudio Castro editou decretos e pressionou a cúpula do fundo previdenciário para autorizar aportes maciços que ultrapassaram a casa dos bilhões de reais em ativos de alto risco geridos pelo Banco Master e pelo fundo de investimentos Ravengate. A quebra de sigilos telefônicos e telemáticos demonstrou que as decisões estatais eram precedidas por reuniões secretas, jantares de luxo e trocas de mensagens codificadas entre o governador e o banqueiro. Esse mecanismo criminoso colocou em risco a aposentadoria de milhares de trabalhadores civis e militares para gerar liquidez artificial a uma estrutura financeira sob suspeita de lavagem de dinheiro.
O avanço da auditoria federal revelou que os conselheiros do Rioprevidência que tentaram alertar sobre a ilegalidade e a temeridade dos investimentos foram sumariamente afastados de suas funções ou silenciados por ordens diretas vindas do Palácio Guanabara. Com o caminho livre, os operadores do Banco Master conseguiram abocanhar parcelas expressivas da arrecadação de royalties do petróleo fluminense, canalizando esses recursos públicos para fundos estruturados no exterior. Essa engenharia financeira mimetiza o modelo de saque do patrimônio público que caracterizou a gestão federal anterior, gerando lucros exorbitantes para o colarinho branco enquanto a população arca com a destruição dos serviços essenciais.
O desmascaramento do esquema joga por terra a farsa de austeridade fiscal que a oposição tenta sustentar contra o governo popular de reconstrução do presidente Lula. O pânico nos bastidores do governo fluminense é generalizado, uma vez que a Polícia Federal já reuniu extratos de movimentações que conectam empresas imobiliárias de fachada ligadas à família do governador a contas abertas pelo grupo de Vorcaro em paraísos fiscais estadunidenses.
Além do prejuízo imediato ao fundo dos servidores, a promiscuidade entre o poder político e o Banco Master resultou no loteamento de cargos em agências reguladoras estaduais, que passaram a ignorar as sucessivas advertências emitidas pelo Banco Central. Os agentes federais constataram que a conivência deliberada permitiu que o banco operasse rombos contábeis sucessivos, maquiados por avaliações superfaturadas de imóveis e carteiras de crédito podres. O monitoramento judicial confirma que o esquema visava garantir a perenidade dos repasses estatais para blindar os envolvidos diante de eventuais quebras no sistema financeiro nacional.
A ação implacável das instituições republicanas sinaliza que o tempo da impunidade negociada nos porões do extremismo chegou ao fim. O confisco e o bloqueio dos bens de Cláudio Castro e dos diretores do Banco Master representam passos fundamentais para a salvaguarda do funcionalismo público e para a repatriação das riquezas dilapidadas. O cerco que se fecha contra os mentores desse desvio bilionário consolida a vitória da transparência e enterra definitivamente a tentativa das forças reacionárias de transformar os estados brasileiros em balcões de negócios privados.
Com informações do G1
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