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O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou um balanço das ações federais para a ampliação da isenção do Imposto de Renda voltada para trabalhadores assalariados. Durante o pronunciamento, ele fez uma comparação direta entre a linha econômica defendida pela gestão atual e as decisões adotadas no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontando uma diferença nas prioridades tributárias.
Haddad explicou que, enquanto os projetos recentes buscam direcionar o alívio de impostos para as faixas de menor renda da população, a gestão anterior concentrou esforços na redução de tributos de importação e fabricação de produtos de luxo de uso recreativo, como jet-skis, iates e helicópteros. O ex-ministro utilizou os dados da arrecadação para demonstrar que as desonerações passadas atenderam a uma parcela restrita de consumidores de alto poder aquisitivo.
O pronunciamento serviu como resposta aos questionamentos levantados por parlamentares da oposição no Congresso Nacional a respeito do Orçamento e das metas fiscais do país. O debate ocorre em um período de transição na própria liderança da pasta econômica, que passou a ser chefiada pelo atual ministro Dario Durigan após a saída de Haddad para concorrer ao governo de São Paulo.
A equipe econômica do Ministério da Fazenda mantém a defesa de que a prioridade da agenda fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é desonerar o consumo e a renda das famílias de classe média e baixa. A estratégia busca dar sustentabilidade às contas públicas por meio de regras de progressividade tributária, em contraposição ao modelo de isenção de bens supérfluos aplicado no período anterior.
Assista ao vídeo:
Política é definir prioridades.
— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) June 10, 2026
Eles escolheram zerar imposto de jet ski.
Nós escolhemos zerar o Imposto de Renda de quem ganha até R$ 5 mil por mês. pic.twitter.com/DT0XfgFXKe