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A crise interna foi agravada por uma guerra familiar feroz entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos do primeiro e segundo casamentos do ex-mandatário. Do exterior, Eduardo Bolsonaro assumiu o comando de uma tropa de choque digital composta por blogueiros investigados pela polícia, como Allan dos Santos, Paulo Figueiredo e Kim Paim, para promover um verdadeiro linchamento virtual e achacar parlamentares que se recusam a engajar na campanha. Esse clima de caça às bruxas instaurado pelo gabinete do ódio provocou pânico generalizado e fez a base aliada se esfacelar publicamente nas últimas semanas.
O fogo-amigo da extrema direita mirou figuras de destaque ligadas a Michelle Bolsonaro, como o deputado Nikolas Ferreira e a senadora Damares Alves. Diante dos ataques covardes desferidos pela milícia digital dos filhos do ex-presidente, Damares reagiu e anunciou formalmente que adotará uma postura de total neutralidade nas eleições presidenciais deste ano. O racha na legenda se aprofundou ainda mais após o trio de influenciadores comandado por Eduardo desfechar ataques violentos contra o senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha do PL, que agora encontra portas fechadas entre antigos aliados temerosos de virarem os próximos alvos do grupo.
O nível de degradação política da oposição provocou o desembarque em massa de partidos fundamentais do Centrão antes mesmo das convenções de julho. Lideranças históricas do PP e do União Brasil, como Ciro Nogueira e Antônio Rueda, que já enfrentam o avanço das investigações da Polícia Federal, romperam com o clã após acusarem os Bolsonaro de abandono. Com o racha e o avanço da corrupção, as legendas Republicanos, União Brasil e PP abandonaram oficialmente o barco bolsonarista, isolando o partido de Flávio Bolsonaro na disputa eleitoral.
Nos bastidores da residência familiar, a carta ditada por Flávio Bolsonaro provocou a fúria de Michelle Bolsonaro, que considerou um insulto o fato de o marido ter designado o enteado como porta-voz oficial do clã, interpretando a medida como uma exclusão deliberada de sua figura política. A ex-primeira-dama enviou recados duros aos enteados avisando que não tem pressa para disputar o Palácio do Planalto. Como contra-ataque, ela passou a reunir o espólio político do PL Mulher para fortalecer o movimento batizado de "Imparáveis", articulado secretamente com o único objetivo de corroer e implodir por dentro a candidatura do enteado.
Com informações da Fórum
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