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O deputado federal Eduardo Bolsonaro endossou publicamente as acusações de traição e covardia contra a senadora Damares Alves. A manifestação ocorreu na noite deste domingo, 12 de julho, após a parlamentar anunciar sua saída da equipe técnica responsável pela elaboração do plano de governo da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ao compartilhar um artigo do jornalista Claudio Dantas que questiona o caráter e a identidade conservadora da ex-ministra, Eduardo comentou a publicação com a frase "Eu ia falar isso", explicitando sua concordância com o teor das críticas.
A saída de Damares Alves da coordenação da área de direitos humanos da pré-campanha foi classificada no texto endossado por Eduardo como um verdadeiro alívio para o núcleo duro de Flávio Bolsonaro. O artigo minimiza a relevância da senadora no projeto do PL, argumentando que ela era apenas uma entre cerca de 100 pessoas ouvidas para formular as propostas e que, até o momento, não havia declarado voto no pré-candidato nem articulado o apoio do eleitorado evangélico no Distrito Federal. A decisão da parlamentar de se afastar por meio de notas na imprensa, logo após a divulgação de uma carta de união assinada por Jair Bolsonaro, foi rotulada como um ato de deslealdade.
O ataque público agrava a crise interna no partido, iniciada após o confronto entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. O texto compartilhado por Eduardo atribui a Damares influência direta sobre os vídeos gravados por Michelle no dia 24 de junho, nos quais ela afirmou ter sido apunhalada, maltratada e desrespeitada pelo enteado antes de deixar a presidência do PL Mulher. O artigo também acusa a ex-primeira-dama de tentar armar uma armadilha política ao cobrar de Flávio posicionamentos públicos sobre ofensas proferidas por militantes digitais.
Damares Alves confirmou o encerramento de sua colaboração no programa de governo, alegando que já havia cumprido seu papel na etapa inicial do diagnóstico técnico. O afastamento, contudo, ocorre em meio a uma escalada de hostilidades contra a senadora, que relatou ter sido alvo de difamações por parte de influenciadores alinhados à campanha, incluindo acusações de ser "feminista". Em pronunciamento na Comissão de Direitos Humanos do Senado, a parlamentar denunciou que as ameaças virtuais de setores da direita atingiram sua família, com menções de morte direcionadas à sua filha indígena.
A senadora afirmou que não recebeu ligações ou manifestações de solidariedade por parte de Flávio Bolsonaro após o agravamento das intimidações contra seus familiares. A cobrança por um posicionamento do pré-candidato foi rebatida no artigo endossado por Eduardo Bolsonaro, que classificou a exigência como uma tentativa de forçar a barra ao responsabilizar o senador por publicações de terceiros sem vínculo formal com a estrutura partidária. O episódio amplia o isolamento de Damares e consolida o envolvimento de Eduardo no embate que divide o núcleo familiar e político do PL.
Eu ia falar isso?? https://t.co/NIvrxjYNdQ
— Eduardo Bolsonaro???? (@BolsonaroSP) July 13, 2026