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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, desferiu um duro golpe contra a tentativa do clã extremista de burlar o Judiciário e suspendeu por 90 dias todas as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai detido, o ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro. Além da punição imediata ao parlamentar, o magistrado determinou o prazo de 48 horas para que os advogados de defesa expliquem a divulgação criminosa de uma carta escrita pelo golpista de dentro do seu regime de custódia.
A nova crise jurídica foi deflagrada após Flávio Bolsonaro publicar o manuscrito em suas redes sociais para fazer propaganda eleitoral de sua pré-candidatura à Presidência da República. No documento de teor político, o patriarca preso reforçava o seu apoio ao filho mais velho. Ao decretar a sanção, Alexandre de Moraes relembrou os termos expressos da decisão que havia concedido a prisão domiciliar temporária ao ex-mandatário no dia 24 de março de 2026, cujos limites foram totalmente ignorados pela família.
Entre as medidas cautelares obrigatórias impostas para manter o golpista fora do regime fechado, o ministro havia proibido terminantemente o uso de redes sociais por parte de Jair Bolsonaro. A restrição imposta pelo Supremo Tribunal Federal bloqueava postagens diretas do réu e também manifestações publicadas de forma dissimulada por intermédio de terceiros, exatamente a brecha utilizada pelo senador para propagar a mensagem eleitoreira e tentar desafiar a autoridade da Suprema Corte.
Diante do flagrante desrespeito às regras da custódia, Alexandre de Moraes exigiu que a defesa técnica se manifeste formalmente sobre a evidente e grave desobediência a uma ordem judicial expressa. O ministro do Supremo Tribunal Federal quer que os advogados esclareçam detalhadamente se o ex-presidente possuía ciência prévia ou se participou ativamente da armação para fazer o documento chegar às plataformas digitais por meio do perfil de Flávio Bolsonaro.
A proibição temporária decretada pelo magistrado isola o senador de qualquer contato com o pai detido enquanto o tribunal analisa o mérito da conduta ilegal da dupla. A defesa terá de rebolar para convencer a Justiça de que a divulgação da carta de teor político-eleitoral não representou um deboche intencional contra o veto de comunicação imposto pelas investigações que apuram a tentativa de golpe de Estado promovida pelo bolsonarismo.
Brasília, 11/Jul/26
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 11, 2026
CARTA AOS BRASILEIROS
“Saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade, escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós.
O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso… pic.twitter.com/5WM7FCjXr4