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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta segunda-feira as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai preso e deu um ultimato de 48 horas para que a defesa do ex-presidente golpista explique uma nova artimanha nas redes sociais. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por ter tentado subverter a democracia, estando terminantemente proibido de utilizar plataformas digitais, seja de forma direta ou valendo-se de terceiros. Na decisão, o magistrado foi enfático ao apontar o desvio de finalidade nas visitas, que agora dependem de aval rigoroso da Suprema Corte.
A nova punição foi motivada por uma transmissão ao vivo realizada pelo senador de extrema direita no último sábado. Durante a live, Flávio Bolsonaro leu um manifesto no qual o pai detento o ungia como pré-candidato à Presidência e seu porta-voz oficial, classificando o próprio filho como a única opção viável para o país. Alexandre de Moraes classificou a ousadia como propaganda eleitoral antecipada ilegal — tema que mandou apurar junto ao Ministério Público Eleitoral — e exigiu saber se o ex-presidente tinha plena ciência de que sua carta seria vazada na internet para fins políticos.
Ao aplicar o gancho de 90 dias sem visitas, que isolará o senador de seu principal cabo eleitoral até o final do primeiro turno das eleições, o ministro destacou que Flávio Bolsonaro é reincidente em sua postura de absoluto desrespeito às decisões judiciais. O magistrado relembrou a fraude anterior cometida em 3 de agosto de 2025, quando o senador e o ex-mandatário conspiraram para transmitir um pronunciamento do golpista via telefone durante um ato político reacionário em Copacabana, no Rio de Janeiro. Aquele episódio de deboche público foi justamente o que provocou a decretação de sua prisão domiciliar logo no dia seguinte.
Com informações do DCM
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