PGR pede envio de apuração envolvendo filho de Lula para a primeira instância

Portal Plantão Brasil
20/8/2026 09:25

PGR pede envio de apuração envolvendo filho de Lula para a primeira instância

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A Procuradoria-Geral da República solicitou ao Supremo Tribunal Federal a remessa para a primeira instância da Justiça do inquérito que cita Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O órgão argumenta que, como o procedimento não envolve autoridades com prerrogativa de foro privilegiado, a Suprema Corte não possui a competência legal para dar andamento às apurações. A palavra final sobre a alteração de jurisdição está nas mãos do ministro André Mendonça, relator do processo na corte.

A apuração da Polícia Federal debruça-se sobre as movimentações da lobista Roberta Luchsinger, que tentou intermediar junto ao Ministério da Saúde a venda de um projeto voltado à produção de canabidiol. A investigada é descrita como amiga de Fábio Luís e atuava em parceria com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes em prol da iniciativa de cannabis medicinal, negócio que acabou não se concretizando perante o Poder Executivo.

Durante o monitoramento de mensagens, os agentes federais identificaram que Roberta buscava obter uma comissão de 20% no contrato pretendido com a administração pública. Para demonstrar suposta proximidade e força nas negociações, a intermediária chegou a declarar em um dos diálogos a frase "Eu sou o Fábio", usando a referência ao filho do presidente para tentar abrir portas no governo federal.

O relatório policial aponta ainda que a lobista se aproximou do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, efetuando pagamentos que somaram R$ 249 mil e a compra de joias. Após o início das diligências judiciais, Marcola afirmou ter devolvido os valores recebidos. Registros indicam também a insatisfação de Roberta com o andamento burocrático das reuniões no Ministério da Saúde.

Em outras trocas de mensagens ocorridas em 2024, a investigada citou o advogado Otto Medeiros como participante do projeto. Nas conversas com interlocutores, ela alegou que o profissional seria sócio do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, embora as provas colhidas pela Polícia Federal não demonstrem nenhuma interferência ou participação do magistrado na condução das tratativas comerciais.

Diante das menções, o ministro Kassio Nunes Marques emitiu nota oficial esclarecendo que jamais teve qualquer sociedade ou vínculo empresarial com Otto Medeiros. O integrante do STF pontuou que possui apenas relação de amizade com o advogado, destacando que se declara formalmente impedido de atuar em qualquer processo que envolva o profissional no tribunal.

Com informações do Brasil 247

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