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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu publicamente uma reformulação profunda nas estruturas dos Poderes no Brasil, afirmando que o atual sistema político-judicial está carcomido por privilégios e favorecimentos a setores poderosos da sociedade. A declaração ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, divulgar materiais anexados ao inquérito do Banco Master que envolvem conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro preso Daniel Vorcaro.
Representando as diretrizes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o dirigente partidário enfatizou que o país não tolera mais a manutenção de mecanismos que alimentam a corrupção e protegem elites financeiras. Edinho cobrou o fim imediato do balcão de negócios das emendas parlamentares e a implementação de um Código de Ética rigoroso para magistrados e promotores, com o corte definitivo dos supersalários e a interrupção da promiscuidade entre interesses públicos e privados no sistema de justiça.
Para o líder petista, a crise exige maturidade institucional e coragem política para submeter todas as autoridades públicas aos mesmos limites constitucionais aplicados ao cidadão comum. Ao reafirmar o compromisso histórico da esquerda com a democracia, Edinho Silva enfatizou que nenhum governante, parlamentar ou integrante do Judiciário pode estar acima da lei, tornando inadiável a adoção de mecanismos efetivos de transparência e controle social sobre os gastos públicos em todas as esferas.