1121 visitas - Fonte: GGN
Tchau querida. Satisfeitos?
Dirijo a pergunta aos pensadores da direita vienense, economistas do ajuste com o fiscal, jornalistas de rabo preso com seus patrões, executivos da especulação financeira, empresários patos e amarelos, senhoras e senhores paneleiros.
Gostaram da performance de seus representantes no ofertório da missa-golpe que pediam? Como? Ah, não os representam. Preferem o termo ferramentas? Atores, talvez. Confesso que me diverti. Fizeram-me esquecer por algumas horas as ameaças que pairam sobre democracia arduamente reconquistada.
Verdade que os achei um pouco espalhafatosos, embora a ocasião pedisse pantomima. Nem o Zé Celso imaginaria espetáculo tão macunaímico, quem sabe dantesco, teratológico.
A missa-golpe agora vai para a consagração dos dízimos, pães e vinhos. Será outro o celebrante. Sai Cunha entra Calheiros. Seu paramento e o ajoelho respeitoso de vocês serão mantidos.
O golpe será consumado na comunhão, com a divisão do vômito de 54 milhões de votos brasileiros, transformado em hóstias a serem exportadas para o Panamá.
Na despedida, solene Gilmar balançará o turíbulo com o incenso, e Jair, à capela e em paz, os cuspirá para casa.
Saca só. A vida não para.
O que faria a Folha de São Paulo e CartaCapital convergirem? Pouco ou mesmo nada, certo?
Pois bem, há poucos dias, o jornal publicou na primeira página um editorial pedindo novas eleições. A revista, através de seu Diretor de Redação, Mino Carta, no caso de o impeachment de Dilma Rousseff passar, propôs o mesmo.
Ambos argumentaram a favor das racionalidade e sensatez. Significa: afastar o mordomo Michel Temer e o corvo Eduardo Cunha do Poder Executivo.
Creio, no entanto, que a proposta não para aí. A Folha supõe Marina Silva vencedora em novo pleito. Mino que a herança de Dilma volte a Lula.
Gosto. Qualquer terceiro, se eleito por voto popular, seria melhor do que traidores assim tão rasteiros.
O suplente
Conheço um. Não revelo o nome nem sob tortura, mas seu apelido em nossas rodas de inserção social, me permito declarar: o grande “Mais Uma”.
Ligo para ele:
- E aí, triste por não poder votar?
- Claro, preparei-me meses para isso. Mas, apesar de doente, aquele lazarento não morreu.
- E como você declararia o voto, Mais Uma?
- Pelas cachaças brasileiras, desde a Porto Morretes, do Paraná, até a Chã Grande, de Pernambuco; pela Reserva do Nosco, de Resende, Rio de Janeiro; pela Reserva do Gerente Carvalho, do Espírito Santo; e por toda a Nação Salineira, voto SIM, senhor presidente!
- Bonito. Se envolveria em algum pano?
- Claro. A camisola da minha amada amante Xininha.
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