323 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O governo do presidente Lula demonstrou prontidão e responsabilidade ao anunciar que buscará negociações imediatas com as autoridades chinesas após a decisão de Pequim de taxar importações de carne bovina. A medida, comunicada na virada do ano, prevê uma sobretaxa de 55% sobre o volume que exceder a cota anual de 1,1 milhão de toneladas. Diferente do isolamento e das ofensas diplomáticas que marcaram o período bolsonarista, a atual gestão aposta no diálogo bilateral e em mecanismos da Organização Mundial do Comércio (OMC) para mitigar impactos no setor produtivo nacional.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a estratégia brasileira será construída de forma coordenada com o setor privado. O governo reconhece a legalidade do uso de tarifas de defesa comercial, mas argumenta que o Brasil é um parceiro estratégico e estável, fundamental para a segurança alimentar do mercado chinês. A ideia é demonstrar tecnicamente que o produto brasileiro cumpre rigorosos padrões sanitários e de sustentabilidade, não devendo ser alvo de medidas que encareçam o alimento para o consumidor final na China.
Essa postura diplomática madura visa evitar perdas para os trabalhadores e produtores rurais brasileiros, preservando a posição do país como maior fornecedor global de proteína animal. O governo Lula entende que a previsibilidade do abastecimento é do interesse de ambas as nações. Por isso, a atuação junto à OMC e o canal aberto com Pequim são ferramentas essenciais para revisar volumes e flexibilizar as condições impostas pela nova política tarifária, que deve vigorar até 2028.
Diferente da gestão anterior, que colecionou atritos desnecessários com nosso maior parceiro comercial por questões ideológicas, o governo atual foca no pragmatismo econômico e na defesa dos interesses nacionais. O reconhecimento da legitimidade dos instrumentos internacionais pela equipe de Lula demonstra respeito às normas globais, o que confere ao Brasil maior autoridade moral para pleitear ajustes nas cotas. O objetivo é assegurar que a carne brasileira continue competitiva no gigante asiático, sem sofrer barreiras desproporcionais.
A imposição dessas cotas gera uma preocupação legítima no setor exportador, que agora vê no governo federal um aliado técnico e articulado. A China representa um dos pilares da balança comercial brasileira, e a negociação rápida é vista como decisiva para evitar pressões de preço e instabilidade nos contratos de exportação. O Brasil reforçará que atua como um fornecedor confiável e que qualquer restrição severa pode gerar efeitos colaterais inflacionários no próprio mercado interno chinês.
A condução dessa crise pelo presidente Lula e seus ministros sinaliza que a diplomacia brasileira voltou a ser um instrumento de desenvolvimento e proteção da soberania econômica. Com o diálogo intensificado e a base técnica robusta, o país espera alcançar um equilíbrio que preserve a pecuária nacional. O foco permanece na manutenção dos mercados conquistados com esforço e na garantia de que o Brasil siga liderando o fornecimento de alimentos de alta qualidade para o mundo, sempre pautado pelo respeito e pela negociação firme.
Com informações do Brasil 247
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