Cabide de luxo: Não eleita, Rose de Freitas ganha cargo de R$ 31 mil no gabinete de Alcolumbre

Portal Plantão Brasil
2/1/2026 19:28

Cabide de luxo: Não eleita, Rose de Freitas ganha cargo de R$ 31 mil no gabinete de Alcolumbre

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A política do "apadrinhamento" segue firme nos bastidores do Congresso Nacional, garantindo que aliados da extrema-direita e figuras do centrismo oportunista nunca fiquem desamparados, mesmo após a rejeição nas urnas. Rose de Freitas (MDB-ES), que perdeu a eleição para o Senado em 2022, encontrou um abrigo luxuoso no gabinete da presidência do Senado, sob o comando de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Com um salário bruto nababesco de R$ 31.279,53 e um vale-refeição que supera o salário mínimo de muitos brasileiros, a ex-parlamentar ocupa o segundo cargo mais alto da estrutura comissionada da Casa.

O benefício não para no salário: Rose de Freitas desfruta da vergonhosa dispensa de registro eletrônico de ponto, um privilégio concedido a uma parte seleta dos servidores do Senado desde 2017. Enquanto a maioria dos trabalhadores brasileiros luta para bater meta e cumprir jornada, a assessora tem sua presença atestada apenas pelo "chefe imediato", o que levanta sérios questionamentos sobre a real produtividade e necessidade do cargo. A própria ex-senadora admite passar cerca de 10 dias por mês no Espírito Santo, longe de Brasília, mesmo recebendo uma fortuna dos cofres públicos para atuar como assessora técnica.

A contratação, iniciada ainda na gestão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi mantida por Alcolumbre, consolidando a presidência do Senado como um verdadeiro "cabide de luxo" para ex-parlamentares sem mandato. Pacheco alegou que a escolha se deu pela "experiência" de Rose, mas é impossível ignorar o caráter político da nomeação, que serve para manter influências e favores em dia. Esse tipo de prática ignora a meritocracia e a austeridade com o dinheiro do contribuinte, priorizando o conforto de quem já esteve no poder e se recusa a abandonar as benesses do Estado.

Rose de Freitas tenta justificar o cargo citando atuações em pautas como o municipalismo e o combate à violência contra a mulher, mas as funções descritas — acompanhar reuniões e projetos — são tarefas que poderiam ser executadas por técnicos concursados da Casa com custos muito menores. O caso de Rose não é isolado; o gabinete de Alcolumbre tem um histórico de acolher nomes como o ex-senador Hélio José, reforçando a tese de que a cúpula do Senado utiliza a estrutura pública para acomodar derrotados eleitorais e manter redes de interesses particulares.

A transparência alegada pela presidência do Senado, ao citar a Lei nº 8.112/1990, não apaga a imoralidade de se pagar super-salários para quem não possui mandato e ainda goza de regalias como a falta de controle de frequência. Para um país que busca reconstruir sua economia e fortalecer as instituições democráticas, a manutenção desses "enclaves de privilégio" na cúpula do Poder Legislativo soa como uma afronta. A elite política segue ignorando o clamor por ética, tratando o Senado como um patrimônio privado onde se distribuem cargos de elite para os amigos do rei.

A derrota de Rose de Freitas para Magno Malta nas últimas eleições deveria ter marcado o fim de seu ciclo de influência remunerada pelo povo capixaba, mas o sistema de Alcolumbre e Pacheco garantiu que a "lavagem de alma" popular não alcançasse o bolso da ex-senadora. Enquanto o governo Lula trabalha para dar transparência e eficiência aos gastos públicos, o Senado Federal permanece como um reduto onde a conveniência política fala mais alto que o interesse público, sustentando salários de magistrados para assessores cuja maior qualificação é o histórico de alianças parlamentares.

Com informações do DCM

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