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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) reagiu com a habitual arrogância e desrespeito às instituições ao ser convocado para retomar suas funções como escrivão da Polícia Federal. Atualmente vivendo em uma espécie de autoexílio dourado nos Estados Unidos, o filho do ex-presidente golpista afirmou nas redes sociais que não pretende se reapresentar ao posto em Angra dos Reis (RJ). Em um ataque direto aos servidores da corporação, Eduardo chamou a cúpula da PF de "bajuladores de tiranos" e comparou a instituição à "Gestapo", a polícia secreta do regime nazista, demonstrando total desequilíbrio diante da obrigação de trabalhar.
Cassado por vadiagem parlamentar — após acumular 59 faltas injustificadas na Câmara —, Eduardo tenta agora transformar sua negligência em "perseguição judicial". O ex-parlamentar, que sempre defendeu o rigor da lei para os outros, afirmou que não vai "se sujeitar aos caprichos" da PF e que não entregará o cargo "de mãos beijadas". O medo do "03" é perder os privilégios que o cargo de escrivão ainda lhe garante, como o porte de arma e a futura aposentadoria paga pelo contribuinte, mesmo sem o devido exercício da função.
A alegação de que não pode voltar ao Brasil por causa da saúde do pai, Jair Bolsonaro — que já recebeu alta e voltou para a cadeia —, não passa de um pretexto esfarrapado para evitar o balcão da delegacia. Eduardo Bolsonaro deixou claro seu desprezo pelo serviço público ao afirmar que jamais trocaria sua "honra" por um "emprego na burocracia pública", embora lute judicialmente para manter o vínculo e os benefícios financeiros desse mesmo emprego. É o suprassumo do oportunismo de quem quer o salário do Estado, mas se recusa a servir à população.
A Polícia Federal, por sua vez, foi enfática no ato publicado no Diário Oficial: o retorno é imediato e serve para regularizar uma situação funcional que se tornou irregular com a perda do mandato. Com a licença parlamentar extinta, Eduardo é hoje um servidor em falta. A corporação já sinalizou que a ausência injustificada abrirá caminho para processos administrativos disciplinares (PAD), que podem resultar na demissão por abandono de cargo. O cerco administrativo se fecha contra quem acreditava que o Estado brasileiro era um puxadinho da família Bolsonaro.
Enquanto Eduardo vocifera contra a "perseguição" de Orlando, a realidade jurídica no Brasil avança. Ele é réu no STF por coação e suas articulações internacionais para prejudicar a economia brasileira fracassaram. O isolamento do clã é tão severo que até aliados próximos no PL já começam a esconder a foto da família em propagandas eleitorais. A recusa em trabalhar como escrivão é apenas o último capítulo de uma trajetória marcada pelo desrespeito ao dinheiro público e pelas tentativas frustradas de se colocar acima da lei.
O desfecho para o ex-deputado tende a ser a expulsão dos quadros da Polícia Federal, caso ele mantenha a postura de desafio à ordem legal. Sem o foro privilegiado e sem a proteção do mandato que negligenciou, Eduardo Bolsonaro caminha para se tornar um "servidor fantasma" oficialmente demitido. O Brasil de 2026 não tolera mais o privilégio de quem prega o "trabalho duro" para os pobres enquanto foge de suas próprias obrigações funcionais em resorts no exterior.
Com informações do UOL
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