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A farra internacional de Eduardo Bolsonaro com o dinheiro público sofreu um golpe fatal nesta sexta-feira (2). Após ter seu mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara por excesso de faltas — a famosa vadiagem parlamentar —, o agora ex-deputado foi formalmente intimado pela Polícia Federal a retornar imediatamente às suas funções de escrivão. O ato declaratório, publicado no Diário Oficial da União, exige que o filho "03" do ex-presidente golpista se apresente na delegacia de Angra dos Reis (RJ) para regularizar sua situação, sob pena de sofrer sanções administrativas e disciplinares severas.
Eduardo, que ingressou na corporação em 2010, estava afastado para exercer a política, mas transformou seu mandato em uma licença para passear. Desde março do ano passado, ele se encontra nos Estados Unidos, de onde tentou, de forma vil, articular sanções internacionais contra o próprio Brasil e pressionar o STF. A estratégia de se fingir de "perseguido político" para fugir das obrigações não colou: o presidente da Câmara, Hugo Motta, barrou as manobras do PL para esconder as ausências de Eduardo, confirmando que ele faltou a mais de um terço das sessões obrigatórias sem qualquer justificativa.
A situação do clã Bolsonaro é de completo desmoronamento. Enquanto o pai amarga uma pena de 27 anos na prisão por tentar destruir a democracia, Eduardo vê seu capital político derreter no exterior após o governo dos EUA recuar em medidas contra autoridades brasileiras. Agora, o ex-parlamentar que tanto pregava o rigor contra os trabalhadores é obrigado a encarar a realidade do funcionalismo público: ou volta ao Brasil para bater ponto e cumprir sua escala como escrivão, ou enfrentará a expulsão definitiva dos quadros da Polícia Federal por abandono de cargo.
A cassação de Eduardo Bolsonaro ocorreu em 18 de dezembro, no mesmo pacote que limpou a Câmara de outras figuras ligadas ao golpismo, como Alexandre Ramagem. A Constituição brasileira é clara ao punir parlamentares que abandonam seus postos, e a tentativa de Eduardo de usar o cargo de líder da minoria para driblar a folha de presença foi prontamente rejeitada. Sem o foro privilegiado e sem a proteção do mandato, o "03" agora é apenas um servidor público em situação irregular que tenta evitar o encontro com a justiça e com o trabalho honesto.
Além dos problemas administrativos, Eduardo é réu no Supremo Tribunal Federal por coação, resultado de suas tentativas de intimidar instituições brasileiras a partir do estrangeiro. O isolamento do clã é acentuado pelo fato de que a Polícia Federal, instituição onde ele detém o cargo de escrivão, é a mesma que investigou e prendeu seu pai e seus aliados mais próximos. O ato assinado pelo diretor de gestão de pessoas da PF deixa claro que o retorno não é opcional e que a "situação formal" de Eduardo precisa ser resolvida com urgência.
Caso insista em permanecer em solo americano, Eduardo Bolsonaro poderá protagonizar um novo capítulo de sua decadência, respondendo a processos disciplinares que podem culminar em sua demissão. O cerco se fechou para a família que acreditava ser dona do Estado: o pai está preso, os aliados estão sendo recolhidos pela PF e o filho que se achava diplomata agora é convocado a voltar para a burocracia do balcão de uma delegacia. A era da impunidade para a prole bolsonarista parece ter chegado ao fim.
Com informações do DCM
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