556 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O esquema de espionagem técnica que tentava emparedar as instituições democráticas sofreu um golpe fatal nesta terça-feira. Segundo o Supremo Tribunal Federal, a rede criminosa de vazamentos não atingiu apenas os magistrados, mas também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que teve seus dados fiscais devassados de forma ilícita. A operação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, confirmou que houve múltiplos acessos sem qualquer justificativa funcional, configurando um ataque direto à cúpula do sistema de justiça brasileiro sob a sombra do inquérito das Fake News.
A investigação revelou um método perverso: os agentes infiltrados realizavam uma exploração fragmentada de dados protegidos para "produzir suspeitas artificiais" contra as autoridades. Ou seja, não era apenas uma violação de sigilo, mas uma tentativa deliberada de fabricar dossiês e desgastar a imagem pública de quem atua no combate ao golpismo. Relatórios da Receita Federal enviados ao STF confirmam que esse bloco de acessos era ilegal e tinha o objetivo claro de alimentar narrativas de oposição e perseguição política.
Em um movimento de transparência e rigor, o STF divulgou os nomes dos quatro servidores investigados por essa prática criminosa: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. Todos foram imediatamente afastados de suas funções públicas por ordem judicial. Além de responderem pelo crime de violação de sigilo funcional, os investigados foram proibidos de acessar qualquer sistema da Receita ou do Serpro e estão banidos das dependências desses órgãos para evitar que continuem sabotando o Estado.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, buscando rastrear a extensão dos repasses dessas informações a terceiros. A suspeita é de que esses dados tenham sido utilizados por grupos interessados em desestabilizar o governo e as cortes superiores. O rigor adotado por Alexandre de Moraes sinaliza que o uso da máquina pública como braço de espionagem política, uma prática incentivada durante o governo anterior, não ficará impune no atual cenário democrático.
Com o afastamento dos servidores e a colheita de novos depoimentos, a Polícia Federal espera identificar os mandantes e os beneficiários finais das "suspeitas artificiais" criadas. O caso evidencia que ainda existem núcleos de resistência antidemocrática operando no aparato burocrático, mas a pronta resposta das instituições mostra que o monitoramento agora é constante. O sigilo fiscal de figuras centrais como Paulo Gonet e os ministros do STF é tratado como patrimônio de segurança nacional, e sua violação é um ataque à própria República.
Enquanto a perícia analisa o material apreendido, o país assiste ao desmonte de mais uma engrenagem do submundo bolsonarista que tentava subverter a lei por meio da chantagem digital e fiscal. O compromisso do governo federal em limpar esses setores estratégicos é fundamental para que a Receita Federal volte a ser um órgão de Estado, e não uma ferramenta de perseguição partidária. A justiça brasileira reafirma que ninguém, independentemente do cargo técnico que ocupe, está acima da Constituição.
Com informações do DCM
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