Trump humilha Cuba e usa fome do povo para tentar forçar acordo colonialista

Portal Plantão Brasil
17/2/2026 14:54

Trump humilha Cuba e usa fome do povo para tentar forçar acordo colonialista

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a destilar seu autoritarismo imperialista ao classificar Cuba como uma "nação falida" na última segunda-feira (16). A bordo do Air Force One, o líder republicano aproveitou a grave crise energética que castiga a ilha para aumentar a pressão política, tentando forçar um acordo que atenda aos interesses de Washington. Embora tenha descartado uma intervenção militar imediata, Trump não escondeu sua face agressiva ao afirmar que uma operação para derrubar o governo cubano "não seria muito difícil", mantendo a ameaça de violência no horizonte.

A situação em Cuba é reflexo direto da política de estrangulamento promovida pelos Estados Unidos, que endureceram o embargo econômico vigente desde 1962. A crise se tornou insustentável após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela, provocada por uma incursão militar estadunidense em janeiro, o que interrompeu o fornecimento vital de petróleo para a ilha. Com a falta de combustível, o governo cubano foi obrigado a racionar gasolina, reduzir jornadas de trabalho e adotar aulas remotas para tentar manter o país funcionando sob o cerco criminoso de Trump.

Mesmo admitindo que a escassez de energia é uma "ameaça humanitária", Trump utiliza o sofrimento de 9,6 milhões de cubanos como moeda de troca. Ele confirmou que existem conversas bilaterais em andamento, mas o tom das declarações deixa claro que Washington busca uma rendição total em vez de uma cooperação diplomática justa. Essa tática de "asfixia" econômica visa desestabilizar o regime socialista, aproveitando-se do vácuo deixado pela interrupção do apoio venezuelano para tentar retomar o controle sobre o Caribe.

Enquanto os Estados Unidos apertam o nó no pescoço de Cuba, nações como Espanha, México e Rússia tentam enviar ajuda humanitária por meio da ONU para amenizar a fome e a falta de produtos sanitários. O governo espanhol, após reuniões diplomáticas em Madri, reforçou a necessidade de apoiar a população diante do endurecimento das sanções norte-americanas. No entanto, o avanço da extrema-direita na região ecoa o discurso de Trump: no Chile, o presidente eleito José Antonio Kast criticou o apoio humanitário, exigindo "democracia" nos moldes neoliberais para permitir o envio de alimentos.

O governo de Havana denuncia que Washington tenta sufocar o país de todas as formas possíveis, impedindo inclusive que outras nações comercializem combustível com a ilha. A dependência energética histórica de Cuba tornou o país um alvo fácil para a estratégia de Donald Trump, que agora observa a crise se aprofundar para ditar as regras de um possível novo acordo. A tática é a mesma utilizada contra a Venezuela: destruir a economia local para depois se apresentar como a única solução viável, ignorando a soberania e a autodeterminação dos povos.

O cenário internacional permanece tenso, com Trump monitorando de perto a resistência cubana. Se por um lado o republicano afirma que uma operação militar "não é necessária agora", por outro, ele mantém a armada pronta para agir caso os cubanos não aceitem as condições impostas pela Casa Branca. A resistência da ilha contra o bloqueio histórico enfrenta agora seu maior desafio, lutando para sobreviver a um cerco que combina pressão econômica extrema e o fantasma de uma intervenção militar facilitada pela queda de aliados regionais.

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Com informações do DCM

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