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Marina Lacerda tinha 14 anos quando foi levada por uma amiga à mansão de Jeffrey Epstein em Manhattan, em busca de dinheiro fácil fazendo "massagens". O que parecia uma oportunidade rapidamente se transformou em um ciclo de exploração sexual que se estendeu até os 17 anos. Hoje com 37 anos e mãe de uma menina de 12, a brasileira vive nos Estados Unidos e cobra justiça, criticando o sigilo que ainda recobre milhares de documentos relacionados à rede de tráfico sexual do financista. "Esperamos 20 anos por justiça, enquanto sobreviventes com 56 anos aguardam respostas de crimes cometidos quando tinham 18. São três décadas de impunidade", declarou em entrevista.
A experiência de violência moldou sua forma de educar a filha, com vigilância constante e diálogo aberto sobre limites. "Sou dura com a minha filha mesmo, sou chata. Não é que eu penso que vai acontecer com ela. Ela tem uma vida de adolescente normal. Não vou colocar minha filha no lugar que fui colocada. O mundo é muito perigoso", afirmou.
Marina também critica a demora na responsabilização de cúmplices, mencionando que nomes influentes, como o do presidente Donald Trump, aparecem repetidamente nos arquivos, mas seguem impunes. A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, afirmou que investigações começaram, mas sem detalhar alvos ou prazos, levando Marina a questionar: "Vamos esperar quanto tempo mais? Outros países estão responsabilizando monarquias, e nós não estamos fazendo nada nos Estados Unidos".
Com informações da Folha de S.Paulo
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