606 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A extrema direita e o setor mais radical da bancada evangélica demonstraram, mais uma vez, sua total incapacidade de conviver com a liberdade de expressão e a sátira social. O motivo da fúria foi o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula e trouxe a ala “neoconservadores em conserva”, ironizando a hipocrisia da chamada "família tradicional". A encenação, que colocou em latas de conserva figuras que defendem retrocessos, foi o suficiente para que nomes como Michelle Bolsonaro e Damares Alves iniciassem uma cruzada moralista, tentando transformar crítica artística em "perseguição religiosa".
Michelle Bolsonaro, líder do PL Mulher, usou suas redes para destilar vitimismo, afirmando que a fé cristã foi exposta ao escárnio. No mesmo tom, a senadora Damares Alves tentou vincular o governo federal ao enredo da escola, ignorando que o Carnaval é uma manifestação popular soberana. O desespero da oposição chegou ao ponto de Magno Malta e Rodolfo Nogueira acionarem a Procuradoria-Geral da República (PGR), alegando "discriminação" por terem sido representados de forma caricata em uma festa que historicamente utiliza o humor para denunciar estruturas de poder opressoras.
Dentro do Congresso, parlamentares bolsonaristas aproveitaram o episódio para tentar sabotar a aproximação do governo Lula com a base religiosa. Otoni de Paula, em uma análise oportunista, tentou classificar a homenagem como um erro estratégico, enquanto Sóstenes Cavalcante e Nikolas Ferreira usaram o caso para inflamar suas bolhas digitais com ameaças de novos processos judiciais. O incômodo real desses grupos não é com a religião, mas com o fato de a Sapucaí ter exaltado a trajetória de um líder popular que derrotou o projeto de ódio que eles representam.
A Acadêmicos de Niterói foi cirúrgica ao explicar que a fantasia não atacava a fé de ninguém, mas sim o neoconservadorismo que aglutina setores do agronegócio, defensores da ditadura militar e grupos que usam a religião como escudo político. Ao colocar esses elementos "em conserva", a escola apontou para o anacronismo de quem deseja manter o Brasil preso ao passado. A tentativa de censurar o Carnaval mostra que a direita ainda não aceitou que o espaço público e a cultura pertencem ao povo, e não aos dogmas de seus gabinetes.
Membros do governo e do PT foram categóricos ao defender que não houve qualquer interferência no enredo da agremiação. O partido reiterou que o Carnaval é o espaço por excelência da liberdade artística e que as críticas dos conservadores apenas confirmam o sucesso da escola em tocar na ferida das elites reacionárias. Enquanto a oposição gasta energia com notificações judiciais descabidas, o governo segue focado em reconstruir o país, deixando claro que a laicidade do Estado protege tanto a prática religiosa quanto o direito de satirizar quem tenta transformar a fé em ferramenta de dominação.
O episódio reafirma o abismo entre o Brasil da alegria, da diversidade e do respeito, representado na avenida, e o Brasil do rancor, que busca punir artistas por não celebrarem o autoritarismo. A direita agradece o palco, mas o povo celebra a verdade contida na sátira: o neoconservadorismo brasileiro é, de fato, uma peça de museu que tenta, sem sucesso, se manter preservada em conserva diante do avanço inegável da democracia e da justiça social sob o comando de Lula.
Com informações do DCM
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