902 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A Receita Federal acendeu um alerta máximo no Supremo Tribunal Federal ao identificar indícios gravíssimos de quebra de sigilo fiscal envolvendo parentes de magistrados da Corte. O ataque, que atinge cônjuges e ex-cônjuges dos ministros, insere-se em um cenário de tentativa de intimidação das instituições. Diante da ameaça, o ministro Alexandre de Moraes determinou um rastreamento rigoroso nos sistemas da Receita e do Coaf para identificar cerca de 100 pessoas suspeitas de consultas indevidas e vazamentos criminosos.
A investigação, conduzida no âmbito do Inquérito das Fake News, foca em rastros digitais deixados por quem acessou dados protegidos sem amparo legal. Entre as vítimas confirmadas estariam a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, e o filho de outro ministro. A determinação de checagem abrange familiares diretos de todos os dez ministros, buscando blindar o Estado contra o uso político de informações sensíveis, estratégia recorrente de setores que tentam desestabilizar a democracia desde o governo anterior.
O escândalo ganha contornos de crise institucional ao se conectar com a derrocada do Banco Master, descrita pela imprensa internacional como a maior falência bancária em gerações no Brasil. A liquidação da instituição gerou um turbilhão de suspeitas e vazamentos de dados sigilosos que colocaram o Judiciário sob pressão. Nesse contexto, magistrados suspeitam que alas da Polícia Federal possam ter realizado investigações ilegais, enquanto investigadores alegam que decisões judiciais teriam travado apurações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro.
A ordem de Moraes, emitida há cerca de três semanas, não individualizou nomes, mas exigiu a verificação de integridade dos dados de todos os integrantes do STF e seus parentes próximos. Essa medida é vista como crucial para identificar se agentes públicos agiram como "espiões" a serviço de interesses escusos. O objetivo é reconstituir, através de logs de auditoria, cada credencial de usuário que violou a privacidade daqueles que ocupam a cúpula do Judiciário brasileiro.
Enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para pacificar o país, os resquícios da era de trevas ainda tentam operar nas sombras dos órgãos de controle. A Receita Federal, ao ser questionada, manteve a postura republicana de preservar o sigilo dos processos judiciais, reafirmando que qualquer divulgação depende exclusivamente do Supremo. O gabinete do ministro Alexandre de Moraes, mantendo a sobriedade necessária ao caso, não emitiu comentários públicos adicionais para não prejudicar a captura dos responsáveis.
A defesa da soberania das instituições passa, necessariamente, pela punição exemplar de quem utiliza sistemas de inteligência financeira para perseguições políticas. O Brasil não aceita mais a instrumentalização de órgãos como a Receita ou o Coaf para fins de chantagem ou ataques pessoais. A retomada da legalidade no país exige que a luz seja lançada sobre esses vazamentos, garantindo que a justiça prevaleça sobre as táticas de guerrilha digital e espionagem que tanto feriram a nação nos últimos anos.
Com informações do Brasil 247
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