Escanteada por Carlos Bolsonaro, deputada exige carta de Jair na prisão para ficar no partido

Portal Plantão Brasil
17/2/2026 08:38

Escanteada por Carlos Bolsonaro, deputada exige carta de Jair na prisão para ficar no partido

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A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) resolveu reagir após ser humilhada publicamente pelo clã Bolsonaro, que tenta empurrar goela abaixo a candidatura do vereador carioca Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina. Escanteada na montagem da chapa para 2026, a parlamentar impôs uma série de condições humilhantes à cúpula do Partido Liberal (PL) para evitar sua desfiliação. Entre as exigências de Caroline, está uma manifestação pública de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue preso na "Papudinha", em Brasília.

A parlamentar não aceita ser descartada sem luta e exige, especificamente, uma carta assinada por Bolsonaro — diretamente da cela — implorando por sua permanência na legenda. O movimento evidencia o desespero de uma base que se dizia unida, mas que agora se devora por cargos e sobrevivência política. Além do "perdão" do líder preso, Caroline quer garantias públicas de Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e do governador Jorginho Mello de que sua vaga ao Senado está garantida, desafiando a ordem direta do clã.

O racha no PL catarinense foi provocado pelo anúncio de Valdemar Costa Neto de que não haveria legenda para Caroline. No plano da cúpula, a prioridade absoluta é garantir o foro privilegiado para Carlos Bolsonaro em 2026 e honrar acordos com a federação PP-União Brasil, entregando a outra vaga ao veterano Esperidião Amin. Ao tentar exportar o "02" do Rio de Janeiro para o Sul, os Bolsonaro atropelam aliados locais, gerando uma tensão que ameaça implodir o partido no estado que é o maior reduto da extrema-direita no país.

A exigência de compromissos públicos de figuras como Jorginho Mello coloca o governador em uma saia justa, já que ele depende do apoio da família Bolsonaro para sua reeleição, mas vê sua base parlamentar em revolta. Caroline de Toni, que sempre foi uma defensora ferrenha do retrocesso bolsonarista, agora sente na pele o pragmatismo cruel da família que ela ajudou a empoderar. O ultimato da deputada mostra que a fidelidade ao "mito" tem limite quando o interesse pessoal de seus herdeiros entra em jogo.

O movimento da parlamentar expõe as vísceras de uma sigla que opera como um feudo familiar, onde o mérito eleitoral em Santa Catarina vale menos do que o sobrenome de quem vem do Rio de Janeiro. Enquanto os líderes do PL tentam apagar o incêndio, fica claro que a disputa antecipada por 2026 transformou o partido em um campo de batalha. A ameaça de debandada de Caroline pode ser o primeiro dominó a cair em uma estrutura que se sustenta apenas pelo medo e pelo oportunismo político.

Agora, resta saber se Jair Bolsonaro vai interromper sua rotina na prisão para redigir a carta de clemência exigida pela deputada ou se o clã vai simplesmente ignorar as queixas de Caroline, reafirmando que no PL de Valdemar, os filhos do ex-presidente mandam e os aliados apenas obedecem. A crise em Santa Catarina é o retrato fiel do bolsonarismo: um sistema que descarta seus próprios "soldados" assim que eles deixam de ser úteis aos interesses da monarquia golpista.

Com informações do Brasil 247

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