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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu um passo decisivo para garantir que a justiça seja feita contra os crimes do bolsonarismo ao intimar o ex-deputado Alexandre Ramagem. O processo, que apura graves danos ao patrimônio da União e a deterioração de bens tombados, foi retomado com força total após a cassação do mandato do parlamentar em dezembro de 2025. Sem a blindagem que usava para fugir de suas responsabilidades, o ex-diretor da Abin agora tem um prazo de 15 dias para que sua defesa apresente as alegações finais perante o STF.
É irônico observar como Ramagem tentou se esconder atrás da imunidade parlamentar, conseguindo suspender a denúncia em maio de 2025 sob o pretexto de estar protegido pela Câmara dos Deputados. No entanto, a mamata acabou. Com a perda do cargo, Moraes não perdeu tempo e restabeleceu a marcha processual, deixando claro que ninguém está acima da lei, especialmente aqueles que ocuparam cargos de confiança na estrutura de inteligência de Bolsonaro para, supostamente, agir contra o próprio Estado que deveriam proteger.
A situação do ex-deputado é cada vez mais patética, já que ele se encontra foragido da justiça brasileira nos Estados Unidos desde setembro do ano passado. Ramagem, que já carrega nas costas uma condenação pesada de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, agora vê o cerco se fechar em mais uma frente judicial. Mesmo de longe, ele terá que encarar as provas colhidas pela PGR sobre o rastro de destruição deixado em sua passagem pelo governo do inelegível.
Os depoimentos das testemunhas e o interrogatório do réu já foram realizados por videoconferência no início de fevereiro, mostrando que a tecnologia é uma aliada contra quem tenta escapar da lei atravessando fronteiras. Como a Procuradoria-Geral da República não viu necessidade de novas diligências, o caso está praticamente pronto para ser julgado pela Primeira Turma do Supremo. A fase de alegações finais é o último suspiro de uma defesa que luta contra fatos incontestáveis de deterioração do patrimônio público nacional.
A retomada deste processo simboliza o fim da era da impunidade para os "operadores" da trama golpista que tentaram demolir as instituições democráticas por dentro. Ramagem representa o ápice do desvio de finalidade das agências estatais durante os anos de trevas, e sua iminente nova condenação é uma vitória para todos os brasileiros que zelam pelo patrimônio da União. A justiça tarda, mas com a condução firme do ministro Alexandre de Moraes, ela finalmente alcança aqueles que achavam que o poder seria eterno.
Agora, o destino de Alexandre Ramagem está nas mãos do colegiado do STF, que dará a palavra final sobre mais esse capítulo de crimes contra o Brasil. Enquanto ele assiste de longe, isolado em sua fuga covarde, o país caminha para punir exemplarmente quem se achava dono do patrimônio tombado da nossa nação. O tempo das sombras e dos privilégios parlamentares para golpistas chegou ao fim, e o próximo destino de Ramagem, assim que for extraditado, será o cumprimento de suas extensas penas em solo brasileiro.
Com informações do DCM
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