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O clima de ódio destilado pela extrema-direita bolsonarista ganhou contornos macabros nesta segunda-feira (16). O pastor Elias Cardoso, líder da Assembleia de Deus Ministério de Perus, utilizou um culto religioso para rogar uma praga violenta contra os integrantes da escola de samba Acadêmicos de Niterói. Revoltado com a homenagem ao presidente Lula e com a sátira ao neoconservadorismo apresentada na Sapucaí, o religioso previu que os artistas sofrerão de "câncer na garganta" por terem, segundo ele, ridicularizado a fé evangélica.
Em um discurso carregado de intolerância, Elias Cardoso afirmou que não buscaria a Justiça comum, mas que a "resposta" viria de forma biológica e espiritual. "A hora que esses homens estiverem com câncer na garganta, ele vai lembrar com quem mexeu", disparou o pastor, em uma clara demonstração de que o bolsonarismo religioso não aceita a liberdade de expressão e a laicidade do Estado. Ele atacou especificamente a ala que ironizou os neoconservadores, chamando as manifestações artísticas de "coisa do diabo".
A fala do líder da Assembleia de Deus ecoa o desespero de figuras como Michelle Bolsonaro e Damares Alves, que iniciaram uma cruzada moralista contra o Carnaval desde o último domingo. Enquanto os políticos do PL tentam judicializar a alegria popular na Procuradoria-Geral da República, o pastor Elias Cardoso prefere o caminho da maldição pública, revelando a face mais autoritária de setores que tentam sequestrar a fé cristã para fins políticos e de perseguição a opositores.
Com um tom moralista e excludente, o religioso afirmou que sua igreja é composta apenas por pessoas "puras", destilando preconceito contra diversos grupos sociais. Ao dizer que os sambistas "colocaram a mão na igreja", ele tenta transformar uma crítica política ao neoconservadorismo — que apoia a ditadura e o agronegócio predatório — em um ataque generalizado aos cristãos, técnica comum para inflamar a militância radicalizada que ainda não aceitou a vitória de Lula.
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