309 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A rede de corrupção e fraudes que envolve o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília) sofreu um abalo sísmico com a movimentação do ex-presidente da instituição pública, Paulo Henrique Costa. Acuado pelas investigações da Polícia Federal, Costa intensificou os contatos com as autoridades e solicitou um novo depoimento no inquérito que apura um rombo bilionário. Embora negue formalmente uma delação premiada, fontes ligadas à investigação afirmam que as conversas avançam para uma cooperação mais ampla, o que pode revelar os detalhes da engenharia criminosa que movimentou R$ 12,2 bilhões em créditos sem lastro sob a gestão bolsonarista no Distrito Federal.
A Polícia Federal investiga se houve falsificação grosseira de documentos para encobrir a compra de carteiras de crédito "podres" e a participação oculta do banqueiro Daniel Vorcaro no BRB, utilizando fundos da gestora Reag para abocanhar ações do banco público. Paulo Henrique Costa, que foi afastado do cargo no mesmo dia em que o Banco Central liquidou o Master e a operação Compliance Zero prendeu Vorcaro, tenta agora desvincular sua imagem das irregularidades. Ele alega ter atuado de forma técnica, mas a PF quer saber se a administração anterior facilitou conscientemente a entrada dos investigados na estrutura acionária do banco.
O clima entre os antigos parceiros de negócios é de guerra declarada. Em depoimentos recentes, Vorcaro e Costa apresentaram versões conflitantes sobre a origem dos créditos falsos, expondo as rachaduras no grupo. Enquanto o banqueiro preso afirma que o BRB tinha pleno conhecimento de que as carteiras eram de terceiros, o ex-presidente contesta a versão, tentando empurrar a responsabilidade para uma suposta demora na identificação de padrões documentais fraudulentos. Essa troca de acusações é vista pelos investigadores como o prelúdio de uma colaboração que pode atingir figuras centrais do cenário político que deram sustentação a esses esquemas.
Costa está reunindo comunicações enviadas ao Banco Central e outros documentos para tentar provar que seguiu "boas práticas", mas a auditoria externa da nova gestão do BRB aponta para um cenário muito mais sombrio de omissão e favorecimento. A investigação busca agora esclarecer se a fraude foi estruturada com a anuência do alto escalão para beneficiar o Banco Master em troca de vantagens indevidas. O cerco da PF, aliado à quebra de sigilo de dados já autorizada, coloca o ex-gestor em uma posição defensiva, onde a entrega de nomes e provas parece ser sua única saída para evitar uma condenação pesada.
A derrocada do Banco Master e as revelações no BRB expõem as vísceras de como o sistema financeiro foi aparelhado por grupos ligados à extrema-direita para drenar recursos públicos. A "arapongagem" fiscal e os vazamentos de dados de autoridades, investigados em frentes paralelas, mostram que esse grupo agia em várias frentes para proteger seus interesses financeiros. Agora, com a colaboração iminente de figuras como Paulo Henrique Costa, o Estado brasileiro tem a chance de mapear toda a extensão desse ataque ao patrimônio público e punir os responsáveis pela destruição da confiança nas instituições financeiras de Brasília.
A expectativa é que o novo depoimento de Costa traga luz sobre quem realmente deu as ordens para as operações bilionárias sem garantia e qual era o papel dos "donos ocultos" do banco. A Polícia Federal segue periciando aparelhos e documentos apreendidos, cruzando dados que podem confirmar se a gestão de Paulo Henrique Costa serviu de correia de transmissão para os interesses predatórios de Daniel Vorcaro. O fim da impunidade para os "crimes de colarinho branco" que floresceram no período anterior é uma prioridade, garantindo que o sistema bancário volte a servir ao interesse público e não a projetos de poder escusos.
Com informações do DCM
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