1448 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A Acadêmicos de Niterói, que encantou a Sapucaí com uma homenagem vibrante ao presidente Lula, decidiu quebrar o silêncio sobre o jogo sujo que enfrentou nos bastidores. Em uma nota oficial corajosa, a agremiação denunciou uma série de perseguições políticas e tentativas de censura orquestradas por setores conservadores e até por gestores do próprio Carnaval carioca. Segundo a escola, houve pressão direta para que o enredo fosse alterado e a letra do samba modificada, em uma tentativa clara de silenciar a voz do povo e apagar a trajetória do maior líder popular do país.
Mesmo diante do cerco montado pela direita e por burocratas do samba, a escola não se curvou e manteve a coerência de sua identidade. A diretoria ressaltou que a resistência foi alimentada pela força da comunidade, que não aceitou o enquadramento ideológico tentado por quem ainda não digeriu a vitória da democracia. A nota reafirma que o desfile foi uma resposta à altura dos ataques, servindo como um pilar de esperança contra o autoritarismo que tentou interferir na autonomia artística da agremiação durante todo o processo carnavalesco.
A baixaria dos opositores, no entanto, ultrapassou o campo institucional e chegou ao nível do vandalismo escatológico. O carnavalesco Tiago Martins confirmou que um dos carros alegóricos foi alvo de um ato repugnante: alguém defecou na alegoria durante a apresentação. Apesar da tentativa de humilhação, Martins tratou o episódio com bom humor e ironia, destacando que nem ataques rasteiros conseguiram tirar o brilho do desfile "Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", que narrou desde as origens em Caetés até o Palácio do Planalto.
O sucesso da escola foi coroado por um encontro emocionante entre Tiago Martins e o próprio presidente Lula após o desfile. O carnavalesco relatou que Lula ficou profundamente comovido com a representação de sua história e com o carinho do público, que rompeu o protocolo para aclamar a escola que acabara de subir para o grupo de elite. Para o presidente, a homenagem foi um reconhecimento de sua luta como operário e estadista, reforçando que a arte é, sim, uma ferramenta política poderosa de transformação e resgate da memória nacional.
Agora, a Acadêmicos de Niterói foca na apuração, mas com um alerta ligado para evitar que a perseguição política se transforme em injustiça nas notas. A escola exigiu um julgamento técnico e transparente, repudiando a narrativa tradicionalista de "quem sobe, desce", que muitas vezes é usada para punir agremiações que ousam desafiar o sistema com enredos populares e progressistas. A comunidade está atenta para que o resultado reflita a aclamação vista na avenida e não os interesses escusos de quem tentou boicotar a festa desde o início.
A trajetória da Niterói neste Carnaval 2026 entra para a história como um símbolo de resistência do campo progressista contra o ódio bolsonarista que ainda tenta infiltrar-se na cultura. Ao levar a trajetória de Lula para a Sapucaí, a escola não apenas disputou um título, mas reafirmou que o Carnaval é o palco da liberdade e da soberania popular. O recado final da nota oficial resume o espírito do momento: em Niterói, e no Brasil, o amor venceu o medo e seguirá firme ao lado do povo.
Assista ao vídeo:
Carnavalesco fala sobre fezes em carro de escola que homenageou Lula pic.twitter.com/hVRm6e0qO1
— Fábia Oliveira (@OliveiraFabia_) February 18, 2026