238 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Um estudo técnico do Fundo Monetário Internacional (FMI) desmoronou uma das mentiras mais repetidas pela extrema-direita sobre as políticas sociais brasileiras. A investigação constatou que o programa Bolsa Família, pilar do governo Lula, não reduz a participação das mulheres na força de trabalho. O mito do "desestímulo" foi substituído por uma realidade estrutural: a única redução de participação ocorre entre mães com filhos de até seis anos, mas por falta de apoio do Estado e não por causa do benefício, evidenciando a necessidade de ampliar a rede de proteção à infância.
O levantamento revela que o verdadeiro obstáculo para as brasileiras é a desigualdade dentro de casa. As mulheres gastam, em média, dez horas a mais por semana em cuidados domésticos não remunerados do que os homens. Essa sobrecarga, somada à ausência de creches, força metade das mães a deixar o emprego em até dois anos após o primeiro filho. O FMI é enfático: o mercado de trabalho perde talentos não por causa do auxílio social, mas pelas responsabilidades domésticas que ainda recaem desproporcionalmente sobre os ombros femininos.
Para o FMI, a presença das mulheres no mercado é combustível direto para a economia nacional. O estudo projeta que, se a diferença de participação entre homens e mulheres caísse apenas 10 pontos percentuais até 2033, o PIB brasileiro poderia ganhar um reforço de meio ponto percentual. O dado reforça a visão do governo federal de que investir na autonomia feminina é investir no desenvolvimento do país, especialmente considerando que quase 85% das famílias beneficiárias do Bolsa Família são chefiadas por mulheres que administram o orçamento doméstico.
A pesquisa aponta soluções concretas que passam longe do corte de benefícios, defendido por setores bolsonaristas. Para aumentar a força de trabalho feminina, o FMI sugere a ampliação drástica do acesso a creches, o combate à desigualdade salarial e o incentivo ao trabalho remunerado. Essas medidas atacam a raiz do problema: o fato de serem os filhos pequenos que, pela falta de estrutura pública, acabam empurrando as mulheres para fora da vida profissional, privando o país de uma força produtiva essencial.
Com o Bolsa Família garantindo a segurança alimentar nas mãos das mulheres, o desafio agora é quebrar as barreiras do mercado de trabalho. A administração eficiente do dinheiro feita por essas chefas de família prova que elas são a base da economia brasileira. O relatório do fundo internacional valida a política social de Lula ao mostrar que o programa é uma rede de proteção que permite a sobrevivência, enquanto a verdadeira trava para o crescimento é o machismo estrutural e a carência de políticas de cuidado.
Ao desmentir que o Bolsa Família gera ócio, o FMI presta um serviço à verdade e à justiça social. O foco do debate público deve se deslocar da tentativa de criminalizar a assistência social para a urgência de garantir que as mulheres tenham apoio para trabalhar fora. Com mais creches e salários iguais, o Brasil tem o potencial de acelerar seu crescimento, provando que a justiça de gênero e o sucesso econômico caminham lado a lado na reconstrução do país.
Com informações da Agência Brasil
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