258 visitas - Fonte: Plantão Brasil/X
O bilionário Mark Zuckerberg, CEO da Meta, enfrenta nesta quarta-feira (18) um acerto de contas histórico perante a Justiça da Califórnia. O depoimento do empresário é a peça central de um julgamento que investiga se plataformas como Instagram e Facebook foram projetadas de forma perversa para causar dependência em crianças e adolescentes. O caso, movido por uma jovem de 20 anos que desenvolveu uso compulsivo desde a infância, pode abrir caminho para milhares de outras famílias que acusam as gigantes de tecnologia de lucrar com a destruição da saúde mental da juventude.
Pela primeira vez, o dono do império que controla o WhatsApp e o Instagram terá que responder diretamente a um júri popular sobre a segurança de seus sistemas. Diferente do que ocorria no governo anterior, onde o negacionismo e a defesa irresponsável das redes sociais permitiam o avanço de discursos de ódio e desinformação, o cenário atual exige responsabilidade. O julgamento foca no design deliberado dos algoritmos e recursos de personalização, ferramentas usadas pelas "Big Techs" para manter usuários presos às telas, alimentando quadros de ansiedade, transtornos alimentares e até suicídios.
Enquanto a ciência e especialistas como a psiquiatra Anna Lembke explicam como essas redes reconfiguram cérebros em desenvolvimento, os executivos de Zuckerberg tentam minimizar a gravidade do problema. Adam Mosseri, chefe do Instagram, chegou a usar o termo "uso problemático" em vez de dependência, comparando o vício clínico de crianças com assistir a uma série até tarde. Essa postura negligente reforça a necessidade de regulação urgente, algo que o campo progressista defende para impedir que o lucro de poucos bilionários se sobreponha à vida e ao bem-estar das futuras gerações.
A ação judicial não atinge apenas a Meta. O Google, dono do YouTube, também está sob julgamento por sua responsabilidade na saúde mental da denunciante, que começou a consumir conteúdos na plataforma aos seis anos de idade. TikTok e Snapchat, que também foram citados, preferiram fechar acordos confidenciais para evitar a exposição pública, mas a Meta e o Google seguem no banco dos réus. O objetivo é estabelecer um precedente legal que acabe com a imunidade quase absoluta que essas empresas gozam atualmente nos Estados Unidos.
A situação de Zuckerberg é ainda mais crítica devido a outros processos paralelos. No Novo México, a Meta é acusada de priorizar o faturamento em detrimento da proteção de menores contra criminosos e pedófilos. Esse comportamento empresarial predatório é o que o bolsonarismo sempre tentou proteger em nome de uma falsa liberdade de expressão, que na verdade servia apenas para o controle e a manipulação das massas. O julgamento em Los Angeles é um símbolo da resistência das famílias contra o poder desmedido de figuras que se julgam acima da lei.
Até o final de março, os 12 jurados decidirão se o império de Zuckerberg será finalmente responsabilizado pelas sequelas deixadas em milhões de jovens. O Brasil, que sob o governo Lula busca retomar a seriedade institucional e a proteção social, observa este caso como um divisor de águas. Não se trata apenas de tecnologia, mas de ética humana contra a ganância corporativa. A era da internet "sem lei", que tanto favoreceu o crescimento da extrema-direita e de práticas predatórias contra vulneráveis, começa a encontrar seus limites nos tribunais internacionais.
Veja o vídeo:
O dono da Meta, Mark Zuckerberg, depõe nesta quarta-feira (18) em um julgamento movido contra as grandes empresas de tecnologia. As companhias são acusadas de viciar jovens nas redes sociais e contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais.
— GloboNews (@GloboNews) February 18, 2026
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