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O esquema de espionagem e vazamento de dados que tentou desestabilizar as instituições brasileiras sofreu um duro golpe com a identificação de um dos principais operadores da "arapongagem" fiscal. Luiz Antônio Martins Nunes, servidor do Serpro cedido à Receita Federal no Rio de Janeiro, é o nome central de uma investigação que apura o acesso ilegal e a comercialização de informações sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de seus familiares. O crime, que vinha sendo monitorado pela Corregedoria da Receita desde o ano passado, agora ganha contornos de segurança nacional com a entrada da Polícia Federal no caso.
Sob a gestão de Alexandre de Moraes, o inquérito das Fake News incorporou essa nova frente para punir quem utilizou a estrutura do Estado para fins criminosos. O servidor recebia R$ 12,8 mil de salário bruto, mas é suspeito de lucrar por fora vendendo a privacidade de quase 150 pessoas protegidas por sigilo fiscal. A Polícia Federal agora foca em um ponto crucial: quem foram os compradores dessas informações? A quebra de sigilo bancário e telemático deve revelar se os dados alimentaram redes de desinformação bolsonaristas ou se serviram para tentativas de extorsão e chantagem contra as cúpulas do Poder Judiciário.
A Receita Federal foi categórica ao afirmar que "não tolera desvios" e que todo acesso indevido deixa um rastro digital impossível de apagar. O relatório que baseou a operação da PF mostrou um "bloco de acessos" imotivados, evidenciando que não se tratou de curiosidade, mas de uma ação estruturada para violar o sistema do Fisco. Enquanto a defesa do servidor tenta alegar que o crime foi "genérico", as medidas cautelares impostas por Moraes — como o uso de tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaporte e afastamento das funções — mostram que a justiça brasileira trata o vazamento de dados sigilosos como uma ameaça direta à democracia.
A operação, que cumpriu mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, é um recado claro para quem ainda acredita na impunidade dentro da máquina pública. Desde 2023, o governo federal reforçou os mecanismos de controle para impedir que funcionários ideologicamente orientados ou corruptos utilizem seus cargos para perseguir adversários políticos. O caso de Luiz Antônio reforça a necessidade de vigilância constante sobre as empresas de processamento de dados do governo, como o Serpro, que lidam com as informações mais sensíveis da vida dos cidadãos e das autoridades da República.
Historicamente, o acesso a dados fiscais sempre foi usado como arma de arremesso político por grupos extremistas que tentam desgastar a imagem de magistrados. Agora, com a identificação dos operadores e o rastreio do fluxo financeiro, a Polícia Federal espera chegar ao topo da pirâmide dessa organização criminosa. A investigação busca esclarecer se houve "encomenda" política, o que configuraria um crime ainda mais grave contra a estabilidade institucional do país. O cerco aos compradores das informações é o próximo passo para desmantelar essa rede de espionagem clandestina que agia nas sombras do Rio de Janeiro.
A reconstrução do Brasil passa pela limpeza desses agentes que sabotam as instituições por dentro. Enquanto a extrema-direita tenta pintar os inquéritos do STF como "censura", a realidade dos fatos mostra uma luta necessária contra crimes reais: invasão de privacidade, quebra de sigilo e venda de segredos de Estado. A determinação de Alexandre de Moraes garante que o sigilo fiscal não seja uma moeda de troca para criminosos, reafirmando que no Estado Democrático de Direito, ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei ou fora do alcance da Polícia Federal.
Com informações do Brasil 247
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