Congresso 2027: A vitória da ciência com Nísia Trindade e o revés do negacionismo
A eleição de Nísia Trindade para a Câmara marca um contraponto ao negacionismo, enquanto a derrota de Nise Yamaguchi é celebrada por defensores da ciência.

Foto: - Nísia Trindade durante sessão destinada a celebrar os 125 anos da Fiocruz (Marcos Oliveira/Agência Senado) · Original e licença
A nova composição do Congresso Nacional, que assume em janeiro de 2027, traz um cenário de contrastes para a ciência brasileira. A eleição da sanitarista Nísia Trindade (PT-RJ) para a Câmara dos Deputados é vista como um reforço fundamental para a defesa do SUS e das evidências científicas, especialmente após sua gestão histórica como a primeira mulher a comandar o Ministério da Saúde.
Em contrapartida, o Parlamento não contará com a presença de Nise Yamaguchi (PL-SP). A médica, que ganhou notoriedade por integrar o chamado 'gabinete paralelo' durante a pandemia e defender tratamentos sem eficácia comprovada, foi alvo de indiciamentos na CPI da Covid por sua atuação negacionista. Sua ausência é celebrada por setores acadêmicos que combateram a disseminação de desinformação sanitária nos últimos anos.
Apesar do avanço representado por Nísia Trindade, o campo progressista lamenta a não eleição de Ricardo Galvão (Rede). O cientista, que se tornou um símbolo global de resistência ao confrontar o governo Bolsonaro sobre os dados de desmatamento do INPE, era visto como uma voz necessária para o debate ambiental e científico no Legislativo.
Em resumo
- Nísia Trindade (PT) foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro, fortalecendo a pauta da ciência e da saúde pública.
- Nise Yamaguchi (PL), figura central do negacionismo durante a pandemia, não obteve sucesso nas urnas em São Paulo.
- Ricardo Galvão, ex-presidente do INPE e referência internacional em defesa da integridade científica, não conquistou uma cadeira na Câmara.
Fonte: Revista Fórum

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