logo

18/12/2018 09:44

Hungria vai às ruas contra governo de extrema-direita à la Bolsonaro

0 0 0 0

De Keno Verseck na Deutsche-Welle Brasil.

Há muito que a Hungria não vivenciava tal onda de manifestações. Nos últimos dias, milhares de cidadãos tomaram as ruas para protestar contra as políticas sociais do governo do presidente Viktor Orbán e contra o que veem como uma transformação antidemocrática do país.



As forças de segurança reagiram, em parte, com brutalidade e o emprego de gás lacrimogêneo contra os participantes dos protestos, depois que houve focos de confrontos entre os manifestantes e os policiais. Dezenas de pessoas, algumas delas somente transeuntes, foram presas – muitas delas foram libertadas apenas após 12 horas mais tarde ou mais.

A grande manifestação deste domingo (16/12), convocada pelos partidos de oposição e sindicatos húngaros, transcorreu inicialmente de forma pacífica. Mas, no fim da noite, os policiais empregaram novamente gás lacrimogêneo contras os manifestantes, enquanto estes cercavam o prédio da emissora pública de rádio e TV.



Um grupo de parlamentares com livre acesso ao prédio da emissora pediu em vão permissão para ler uma petição ao vivo durante o noticiário na noite de domingo para segunda-feira, quando deram prosseguimento à sua ação de protesto. Mas um deputado demonstrante foi expulso à força do edifício, o que é inadmissível nos termos da lei, entre outros, devido à imunidade parlamentar.

O estopim da onda de protestos é uma novidade da legislação trabalhista, aprovada na semana passada e chamada atualmente pelos manifestantes como “leis dos escravos”. A nova lei aumenta o número anual possível de horas extras permitidas a um empregado de 250 para 400 horas. Ao mesmo tempo, os empregadores passam a ter 36 meses – em vezes dos atuais 12 – para pagá-las.

A emenda foi aprovada contra os protestos maciços de sindicatos, oposição e organizações da sociedade civil, e a votação foi tumultuosa porque a oposição ocupou a mesa do presidente do Parlamento.

Viktor Orbán e seu governo já reformaram há muitos anos largamente a legislação fiscal e trabalhista em prol dos empregadores – o direito de greve, por exemplo, foi seriamente restrito e o imposto pago por empresas na Hungria é o menor em toda a União Europeia (UE).

Clique aqui para entrar no grupo de WhatsApp e receber imagens, vídeos e notícias contra Bolsonaro e o fascismo.

Clique aqui para entrar em nosso grupo de Telegram

VÍDEO: Sem apoio do mercado financeiro, congresso e nem dos militares, queda de Bolsonaro está próxima. Assista e compartilhe!



Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.



O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.


2544 visitas - Fonte: -

Notícias do Flamengo Notícias do Corinthians