Vice-presidente Mourão diz que não vai comentar decisão do exército sobre Pazuello por ´´disciplina intelectual``

Portal Plantão Brasil
3/6/2021 19:10

Vice-presidente Mourão diz que não vai comentar decisão do exército sobre Pazuello por ´´disciplina intelectual``

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593 visitas - Fonte: Folha de São Paulo

BRASÍLIA - O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou à Folha que por "questão de disciplina intelectual" não irá comentar a decisão do Exército de não punir o general da ativa Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, por ter participado de um ato com o presidente no Rio de Janeiro.







"Não irei comentar por uma questão de disciplina intelectual, pois como general da reserva também sou subordinado ao Comandante do Exército brasileiro", afirmou Mourão, ao ser questionado sobre a decisão.



Dias após o ato no Rio, ocorrido em 23 de maio, Mourão declarou que uma eventual punição de Pazuello teria por objetivo “evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças Armadas”.



“A regra tem que ser aplicada para evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças. Assim como tem gente que é simpática ao governo, tem gente que não é", disse naquela ocasião.



O comando do Exército anunciou nesta quinta-feira (3) que Pazuello, ex-ministro da Saúde, não sofrerá punição por ter participado de um ato com o presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Em nota, é informado que "o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general".







"Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do general Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado", diz a nota.?



No começo da semana, o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, já sinalizava a colegas de farda que integram o Alto Comando que a possibilidade de não punir Pazuello estava na mesa de discussões.



Oliveira alegou que a pressão feita pelo presidente Jair Bolsonaro era um fator relevante e poderia ser decisivo para não punir o general da ativa, ex-ministro da Saúde.



Diante da possibilidade, concretizada nesta quinta, discutiu-se, então, uma passagem imediata de Pazuello à reserva. Este movimento, porém, dependeria do próprio general, que já havia dito a integrantes do Alto Comando que não tomaria essa iniciativa enquanto durar a CPI da Covid no Senado, onde é um dos principais alvos.







No dia 23 de maio, Pazuello subiu sorridente ao carro de som onde estava Bolsonaro. Pouco antes houve um passeio de moto com apoiadores, do Parque Olímpico ao aterro do Flamengo. O percurso teve 40 quilômetros. Ao fim, houve discurso aos apoiadores.



O decreto de 2002 que institui o regulamento disciplinar do Exército prevê como transgressão disciplinar a manifestação política por militar da ativa.



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