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Foi instalada nesta quarta-feira (17) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A Comissão é um revés do governo federal e uma vitória da oposição, que deve usar a CPI para atacar a gestão de Lula e fazer palanque político.
O deputado federal Ricardo Salles (PL-SP), que foi ministro do Meio Ambiente do governo do ex-presidente Bolsonaro (PL) será o relator da CPI do MST e, por meio de suas redes, falou sobre o trabalho que tem pela frente.
"Assumo a Relatoria da CPI das invasões de propriedade com missão de elucidar os fatos e apontar as responsabilidades pelos crimes cometidos, como forma de evitar casos futuros e separar o joio do trigo", declarou Salles.

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), que é militante do MST, e irá compor a Comissão pelo bloco governista, reagiu à instalação da CPI e avisou que o Movimento “não irá abaixar a cabeça”.
"Nós lutamos nesse Brasil para não sermos mais escravizados. Por isso que teve a abolição, porque nós lutamos. Nós lutamos contra a ditadura militar e vamos lutar para fazer a reforma agrária nessa Brasil, vocês querendo ou não querendo. Porque a luta do povo, nós viemos não foi para ser escravo nem abaixar a cabeça para ninguém, nós somos livres!”, disse Valmir Assunção.
Em seguida, o parlamentar mandou um recado e afirmou que as ocupações de terra não irão parar. “Só não temos o dinheiro e as propriedades que vocês têm, porque boa parte do agronegócio só tem a propriedade porque grilaram. Tem uma novela [Terra e Paixão/Globo] mostrando como vocês agem com a pistola, assassinando, amedrontando, são vocês que usam da violência [...] são vocês que comentem crime ambiental, são vocês que têm trabalho escravo, é contra isso que nós vamos enfrentar aqui [...] vocês não vão parar as ocupações", finalizou Valmir Assunção.
NÃO VAMOS ABAIXAR A CABEÇA PRA NINGUÉM! ??
— Valmir Assunção (@DepValmir) May 17, 2023
Lutamos contra a escravidão, lutamos contra a ditadura e não será essa CPI que irá parar a luta por reforma agrária e justiça social para os trabalhadores e trabalhadoras do campo. #TôComMST pic.twitter.com/E1JtMWRGbQ