747 visitas - Fonte: DCM
A bolsonarista Antonia Fontenelle foi condenada por danos morais, em primeira instância, em um processo movido contra ela pela atriz Klara Castanho. A ação se refere a exposição e falas de Fontenelle depois de Klara ter revelado, em 2022, que tinha sido vítima de um estupro. A decisão foi do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, na sexta-feira (23).
Em junho do ano passado, a atriz revelou em uma carta aberta que gerou um bebê após um estupro. No relato, a jovem explicou que a gravidez aconteceu após um crime e que ela só descobriu que esperava uma criança no final da gestação, e por isso, optou por dar o bebê à adoção.
“Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. Sempre mantive a minha vida afetiva privada, assim, expô-la dessa maneira é algo que me apavora e remexe dores profundas e recentes. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que sofri. Fui estuprada”, escreveu Karla na carta, na época.
A publicação da carta se deu após rumores surgirem quando Antonia Fontenelle disse em uma live que “uma atriz global de 21 anos teria engravidado e doado a criança para adoção”. Depois que Karla fez a publicação, a bolsonarista, que era pré-candidata a deputada federal, questionou: “Eu gostaria de saber porque estão tão revoltados comigo, me atacando por eu ter tido a coragem de mencionar uma história que ao meu ver é monstruosa, porém virou banal”. O advogado da apresentadora afirmou que vai recorrer da decisão do TJRJ.
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