1379 visitas - Fonte: Folha de São Paulo
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) afirmou nesta quarta-feira (26) que a proposta de maior taxação sobre os super-ricos será enviada ao Congresso em agosto, para que ela eleve as receitas previstas na proposta de Orçamento de 2024 (que precisa ser enviada até o fim do próximo mês).
O ministro confirmou o envio da proposta mesmo após o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), contestar a iniciativa. Para Lira, seria arriscado o governo Lula (PT) colocar em discussão a taxação de fundos exclusivos de investimento antes da conclusão final da Reforma Tributária sobre o consumo no Senado.
O governo tem pressa no envio porque precisa arranjar novas receitas de modo a perseguir a meta central de déficit zero no ano que vem. Tal objetivo exige um significativo esforço pelo lado da arrecadação, já que o novo arcabouço fiscal prevê despesas crescendo acima da inflação no ano que vem —sendo que as contas públicas estão no vermelho neste ano.
"Tem que ir em agosto [taxação dos super-ricos] porque tem que acompanhar o [projeto de] Orçamento", afirmou Haddad ao site Metrópoles. "Não posso mandar o Orçamento sem essas medidas encaminhadas ao Congresso", disse.
Haddad ainda defendeu a medida como uma forma de se fazer justiça fiscal no país. "Estamos falando de 2.400 fundos com patrimônio de R$ 800 bilhões. Quase ninguém assistindo [à entrevista] faz parte desse grupo", afirmou.
"Estamos falando de uma legislação que é anacrônica e não faz sentido nenhum. Não queremos tomar nada de ninguém, é cobrar rendimentos desse fundo. O Brasil criou uma espécie de conta paradisíaca para essas 2.000 famílias", disse.
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