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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro atribuiu ao TCU (Tribunal de Contas da União) uma suposta "burocracia" que teria causado atrasos na entrega de presentes recebidos por autoridades estrangeiras. No entanto, uma operação recente da Polícia Federal revelou negociações envolvendo joias.
Durante o período em que Bolsonaro e seus representantes criticavam o TCU, auxiliares estavam, na verdade, finalizando procedimentos para recuperar itens que haviam sido levados para fora do país, com o objetivo de entregá-los ao Estado brasileiro.
Bolsonaro teria simulado um conflito burocrático com o TCU para ganhar tempo e recuperar as joias que haviam sido enviadas aos Estados Unidos. A defesa do ex-presidente, em março, mencionou a "burocracia" do TCU como a única razão para o atraso na entrega dos bens.
A investigação da PF indica que Bolsonaro e seus auxiliares usaram o avião presidencial para retirar do Brasil pelo menos quatro conjuntos de bens recebidos em viagens internacionais. A "operação resgate" foi realizada de forma discreta, permitindo que os bens fossem devolvidos sem revelar que estavam fora do país.
A investigação em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal) mostra que, enquanto o TCU analisava o caso, ocorria a "operação resgate" para a recuperação dos bens. Bolsonaro se colocou à disposição do tribunal para prestar esclarecimentos e entregar as joias, sem mencionar onde estavam.
A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão contra pessoas próximas a Bolsonaro, incluindo o general da reserva Mauro Lourena Cid e o advogado Frederick Wassef. A investigação aponta que os suspeitos usaram a estrutura do governo para desviar bens de alto valor, vendendo-os no exterior.
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