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Adriano Machado, fotógrafo da agência Reuters, prestou depoimento à CPMI sobre as ameaças que sofreu de terroristas no 8 de janeiro. Durante a invasão da Praça dos Três Poderes, ele foi alvo de bolsonaristas que tratavam a imprensa de forma hostil.
Machado descreveu o comportamento agressivo dos manifestantes: “Eles se aproximavam de forma muito agressiva, identificando-me como fotógrafo. Ameaçaram me jogar de um local alto e me agredir fisicamente, além de constantes xingamentos”, relatou.
O profissional também mencionou um momento particularmente tenso, quando um dos terroristas o ameaçou com uma arma de eletrochoque, forçando-o a se afastar de um mezanino.
Apesar de seu relato impactante, a convocação de Machado para depor gerou polêmica. Bolsonaristas alegaram, sem provas, que ele estaria envolvido em uma suposta "encenação" do PT durante o ataque.
A decisão de ouvir o fotógrafo causou divisões entre os parlamentares. Enquanto alguns questionavam a relevância de seu testemunho, o requerimento para sua oitiva foi aprovado, juntamente com o do hacker Walter Delgatti Neto.
Repórter fotográfico Adriano Machado diz que bolsonaristas o ameaçaram fisicamente, inclusive com uma arma de choque, enquanto fazia o seu trabalho durante os ataques de 8 de janeiro. pic.twitter.com/aRaBf8M09w
— PT no Senado (@PTnoSenado) August 15, 2023