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Durante um evento na PUC-SP, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, fez duras críticas à manipulação dos militares na política por lideranças questionáveis, destacando a atuação inadequada deles no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Induzidos por uma má liderança a levantar suspeitas infundadas sobre o processo eleitoral, os militares, que deveriam contribuir para a segurança e transparência das eleições, acabaram por desempenhar um papel constrangedor", disse Barroso, evitando nomear diretamente Bolsonaro como o mentor dessa politização.
Barroso expressou preocupação com a politização das Forças Armadas, considerando-a um dos maiores retrocessos para a democracia brasileira. Ele também mencionou as investigações em curso, que apontam para tentativas de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente, seus assessores, ministros e militares. "Estávamos mais próximos do que imaginávamos de um golpe, uma ameaça real que pensávamos estar superada", alertou.
O ministro do STF apontou várias ações como evidências dessas tentativas de subversão democrática, incluindo o uso indevido dos serviços de inteligência contra opositores, apoio aos acampamentos golpistas, o desfile militar como forma de intimidação e os reiterados ataques à imprensa livre. Para Barroso, esses eventos não foram isolados, mas parte de uma estratégia coordenada que culminou nos ataques de 8 de janeiro, refutando a ideia de que foram ações espontâneas.
Essa avaliação de Barroso ressalta a importância da vigilância constante sobre as forças que buscam minar as instituições democráticas e a integridade do processo eleitoral no Brasil.
Com informações da Fórum
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