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Fernandinho Beira-Mar, juntamente com outros detentos, foi realocado do presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Essa mudança ocorreu de forma sigilosa no último sábado (2), após a fuga de dois presos da mesma facção que Beira-Mar, ocorrida em 14 de fevereiro. Além de Beira-Mar, Railan Silva dos Santos e Selmir da Silva Almeida, ambos do Acre, foram transferidos para Catanduvas, evidenciando uma ação coordenada pelas autoridades penitenciárias.
Essa transferência foi parte de uma operação maior que movimentou 23 presos de Mossoró para outras penitenciárias federais, seguindo a estratégia de rotina do sistema penitenciário para enfraquecer lideranças criminosas e prevenir articulações internas. A operação ocorreu após a primeira fuga registrada na história do sistema prisional federal, criado em 2006, colocando em evidência a necessidade de reforçar a segurança e o controle sobre os detentos.
A Secretaria Nacional de Políticas Penais, através da Diretoria do Sistema Penitenciário Federal, confirmou o rodízio de presos como uma prática habitual, destinada a garantir a segurança e o bom funcionamento das unidades prisionais federais. Esta movimentação visa especialmente impedir que organizações criminosas fortaleçam suas redes dentro e fora dos presídios.
Durante a operação, um dos presos teve sua transferência suspensa por decisão de um juiz de Mossoró, o que gerou especulações sobre a eficácia e o timing das medidas de segurança adotadas. Apesar disso, a maioria dos transferidos, incluindo figuras notórias como Fernandinho Beira-Mar, foram realocados sem incidentes, demonstrando a capacidade do sistema de responder a desafios de segurança.
A fuga dos dois detentos de Mossoró desencadeou uma vasta operação de busca, envolvendo mais de 600 agentes de segurança de diversas forças, concentradas principalmente na região rural e em Baraúna, que faz divisa com o Ceará. Essa mobilização sublinha a seriedade com que as autoridades estão tratando o incidente e o compromisso em recapturar os fugitivos.
Por fim, essas transferências, juntamente com as medidas de segurança reforçadas, como o emprego da Força Penal Nacional e treinamentos intensivos, são vitais para a manutenção da ordem e a prevenção de futuras fugas ou rebeliões dentro do sistema prisional federal. A manutenção do anonimato dos detentos transferidos e os detalhes operacionais são medidas adicionais para assegurar a integridade do sistema e a segurança pública.
Com informações do G1
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