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A Prefeitura de São Paulo, sob a gestão do prefeito Ricardo Nunes, celebrou 38 contratos totalizando R$ 751,1 milhões com três empresas familiares, pertencentes ao casal Walter Roberto Braga e Cintia Barros, e à Abcon, fundada por Bruno Braga, filho do casal. Este agrupamento empresarial se destacou ao assumir um volume significativo de obras emergenciais, dispensadas de licitação, transformando-se nas principais beneficiárias destas contratações na capital paulista. O montante investido em intervenções emergenciais alcançou R$ 4,94 bilhões na atual administração, evidenciando uma preferência pelas empresas do casal que, apesar de enfrentarem dificuldades financeiras anteriores, viram seu capital social aumentar consideravelmente de 2021 para cá.
A história do casal Braga e da evolução de suas empresas é um reflexo de uma prática preocupante de gestão municipal que favorece um círculo fechado de contratados. Antes da prosperidade recente, o casal perdeu seu apartamento por dívidas e, curiosamente, conseguiu recomprá-lo após o boom dos contratos emergenciais. Esta reviravolta financeira coincide com o período em que suas empresas, operando sob condições questionáveis de concorrência, tornaram-se frequentes destinatárias de convites para executar obras pela Prefeitura de São Paulo.
O método de contratação dessas empresas suscita dúvidas sobre a integridade do processo de concorrência, com indícios de conluio identificados em grande parte dos contratos assinados por essas firmas, segundo investigações. Tal prática contradiz as expectativas de transparência e equidade que deveriam nortear a administração pública, colocando em cheque a eficácia dos mecanismos de controle e fiscalização.
As respostas fornecidas pelas empresas, ao serem questionadas sobre a frequência com que foram escolhidas para realizar obras emergenciais, indicam uma defesa baseada na experiência e na capacidade técnica. No entanto, a concentração de contratos em um restrito grupo de empresas, e as circunstâncias sob as quais estas oportunidades foram concedidas, levantam preocupações sobre a preferência e possíveis vantagens indevidas.
Este cenário é um lembrete dos desafios enfrentados na luta por uma administração pública mais transparente e justa, especialmente em um momento em que o Brasil, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, busca superar as práticas obscuras herdadas de gestões anteriores, como a de Bolsonaro e seus aliados, marcadas pelo descaso com a ética e pela gestão ineficiente.
A recuperação do apartamento pelo casal Braga, após um período de dificuldades financeiras coincidente com o início dos contratos emergenciais, simboliza não apenas a mudança de sua sorte pessoal mas também levanta questionamentos sobre a integridade dos processos que permitiram tal reviravolta. É crucial que haja uma investigação aprofundada e transparência nas contratações públicas para restaurar a fé na gestão municipal e garantir que os recursos da cidade sejam usados de maneira eficaz e ética.
Com informações do UOL
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