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Na Câmara dos Deputados, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) anunciou que, acompanhado por parlamentares influentes da CPMI dos Atos Golpistas, como Eliziane Gama (PSD-MA) e Soraya Thronicke (Podemos-MS), entregará pessoalmente ao novo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, o relatório final da comissão. Este movimento busca acelerar as denúncias contra Jair Bolsonaro (PL) e outros implicados na tentativa de golpe de Estado no início de 2023. O documento, que já havia sido apresentado à PGR em novembro, busca oficializar as acusações baseadas em evidências, inclusive da Polícia Federal, que apontam Bolsonaro como articulador da intentona golpista.
A insistência de Correia e dos demais parlamentares por uma ação rápida da PGR reflete a gravidade das acusações e a importância de responsabilizar os envolvidos. A negativa de anistia aos participantes dos atos golpistas, enfatizada por Correia, ressalta o compromisso com a justiça e a preservação da democracia. O relatório pede o indiciamento de 61 pessoas, incluindo civis e militares de alto escalão do último governo, revelando a amplitude dos esforços para subverter a ordem democrática.
As tentativas de contato com a assessoria do PL nacional para comentários sobre o caso esbarraram em obstáculos, ilustrando uma possível falta de transparência ou disposição para enfrentar as acusações. A entrega do relatório a Paulo Gonet é um passo crucial na busca por justiça e na tentativa de evitar a repetição de atos antidemocráticos no futuro.
Este episódio destaca a luta contínua pela manutenção da ordem democrática no Brasil, desafiada pela tentativa de golpe e os subsequentes esforços para responsabilizar aqueles no centro da conspiração. A ação dos parlamentares, levando o relatório diretamente à PGR, simboliza um esforço para garantir que as denúncias sejam levadas a sério e que haja consequências para os atos de 2023.
A expectativa agora se volta para a resposta da Procuradoria-Geral da República e o impacto que o relatório da CPMI dos Atos Golpistas terá sobre o processo de responsabilização dos envolvidos. O Brasil se encontra em um momento decisivo, onde a defesa da democracia e a garantia de justiça para atos que ameaçam seus fundamentos são essenciais para o futuro do país.
Ao todo, o relatório da CPMI dos Atos Golpistas pede o indiciamento de 61 pessoas, entre civis e militares. Jair Bolsonaro, Anderson Torres, Augusto Heleno, Walter Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira e Luiz Eduardo Ramos são os nomes mais proeminentes do último governo que constam na lista de pedidos de indiciamento.
Veja a listagem completa a seguir
-Jair Messias Bolsonaro – ex-presidente da República
-Walter Souza Braga Netto – General do Exército, ex-ministro da Defesa, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro na eleição de 2022
-Augusto Heleno Ribeiro Pereira – General do Exército, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
-Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira – General do Exército, ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da -Presidência da República, da Secretaria de Governo e da Casa Civil
-Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira – General do Exército, ex-ministro da Defesa
-Almir Garnier Santos – Almirante de esquadra, ex-comandante da Marinha
-Marco Antônio Freire Gomes – General do Exército, ex-comandante-geral do Exército
-Mauro Cesar Barbosa Cid – Tenente-coronel do Exército, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro
-Luís Marcos dos Reis - Sargento do Exército, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro
-Ailton Gonçalves Moraes Barros – Ex-major do Exército
-Antônio Elcio Franco Filho - Coronel do Exército
-Jean Lawand Júnior – Coronel do Exército
-Anderson Gustavo Torres – Ex-ministro da Justiça, ex-secretário de Segurança Pública do DF
-Marília Ferreira de Alencar – Ex-diretora de inteligência do Ministério da Justiça
-Silvinei Vasques – Ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal
-Filipe G. Martins – Ex-assessor-especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República
-Alexandre Carlos de Souza Silva – policial rodoviário federal
-Marcelo de Ávila - policial rodoviário federal
-Maurício Junot – sócio de empresas com contratos com a PRF
-Carla Zambelli – Deputada federal
-Marcelo Costa Câmara - Coronel do Exército, ex-ajudante de ordens da Presidência da República
-Ridauto Lúcio Fernandes - General da reserva do Exército
-Meyer Nigri – empresário e difusor de conteúdos no WhatsApp
-General do Exército Carlos José Russo Assumpção Penteado
-General do Exército Carlos Feitosa Rodrigues
-Coronel do Exército Wanderli Baptista da Silva Junior
-Coronel do Exército André Luiz Furtado Garcia
-Tenente-coronel do Exército Alex Marcos Barbosa Santos
-Major do Exército José Eduardo Natale de Paula Pereira
-Sargento do Exército Laércio da Costa Júnior
-Coronel do Exército Alexandre Santos de Amorim
-Tenente-coronel da PMDF Jader Silva Santos
-Coronel da PMDF Fábio Augusto Vieira
-Coronel da PMDF Klepter Rosa Gonçalves
-Coronel da PMDF Jorge Eduardo Barreto Naime
-Coronel da PMDF Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra
-Coronel da PMDF Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues
-Major da PMDF Flávio Silvestre de Alencar
-Tenente da PMDF Rafael Pereira Martins
-Tércio Arnaud Tomaz – Ex-assessor especial no Palácio do Planalto
-Fernando Nascimento Pessoa
-José Matheus Sales Gomes - Ex-assessor especial no Palácio do Planalto
-Adauto Lúcio de Mesquita – empresário
-Joveci Xavier de Andrade – empresário
-Ricardo Pereira Cunha – integrante do grupo Direita Xinguara (PA)
-Mauriro Soares de Jesus – empresário
-Enric Juvenal da Costa Laureano - consultor da Associação Nacional do Ouro
-Antônio Galvan – sojicultor
-Jefferson da Rocha - advogado
-Vitor Geraldo Gaiardo - sojicultor
-Humberto Falcão - sojicultor
-Luciano Jayme Guimarães - sojicultor
-José Alípio Fernandes da Silveira - sojicultor
-Valdir Edemar Fries - sojicultor
-Júlio Augusto Gomes Nunes - comerciante
-Joel Ragagnin - sojicultor
-Lucas Costa Beber - sojicultor
-Alan Juliani - sojicultor
-George Washington de Oliveira Sousa
-Alan Diego dos Santos Rodrigues
-Wellington Macedo de Souza
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