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O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, enfrentou críticas durante uma audiência na Assembleia Legislativa. Diante das operações policiais na Baixada Santista, que resultaram em um elevado número de mortes - 28 na Operação Escudo e 39 na Operação Verão - Derrite defendeu a conduta das forças policiais, negando a existência de qualquer excesso, apesar de relatos contrários de violência, ameaças, e até negação de socorro por parte da polícia.
Durante a audiência, questionamentos foram levantados sobre a postura intimidadora de policiais em velórios de vítimas e a efetividade das câmeras corporais, cujo uso foi correlacionado a uma significativa redução na letalidade policial. No entanto, Derrite questionou a terminologia "letalidade policial", sugerindo que a pandemia poderia ter contribuído para a diminuição dos números, e expressou resistência à ampla adoção das câmeras corporais devido a restrições orçamentárias, optando por investir em tornozeleiras eletrônicas como uma solução mais econômica.
A discussão se aprofundou com a denúncia de um recorde de feminicídios no estado, apontando para uma preocupante realidade de violência contra as mulheres. Além disso, a deputada Mônica Seixas (Psol) criticou a redução no orçamento da segurança pública e destacou as dificuldades enfrentadas pela Polícia Civil, desde a falta de recursos básicos até infraestruturas inadequadas nas delegacias.
O desconhecimento do secretário Derrite sobre as denúncias de abusos e a falta de transparência nas investigações das mortes causadas por ações policiais foram pontos de controvérsia. A insistência em desconsiderar as evidências de abusos e a recusa em adotar medidas eficazes para garantir a responsabilização e transparência nas ações policiais revelam um descompasso com as demandas por justiça e segurança da população.
A situação em São Paulo, sob a gestão de Derrite, ilustra a necessidade urgente de uma reforma na segurança pública que priorize a transparência, a accountability e o respeito aos direitos humanos. A resistência à adoção de práticas que possam contribuir para uma redução efetiva da violência policial e o melhoramento da relação entre a polícia e a comunidade indica uma falha na compreensão das necessidades básicas de segurança e justiça da população paulista.
Se conclui da audiência na Assembleia Legislativa de São Paulo que, para construir uma sociedade mais justa e segura, é imprescindível um compromisso inabalável com a verdade, a ética e o respeito à vida de todos os cidadãos, longe da postura de negação e desconsideração dos fatos que marcaram a atual administração da segurança pública no estado.
Com informações do Brasil 247
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