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Moisés Mendes traz uma reflexão ácida e necessária sobre a trajetória de Flávio Bolsonaro, o "Zero Um", como é friamente chamado pelo pai, que coleciona uma ficha extensa de denúncias sem nunca sofrer as devidas consequências legais. Enquanto o governo Lula tenta restaurar o império da lei, a prole de Bolsonaro desfruta de uma blindagem institucional que beira o deboche, ignorando investigações que vão desde as famosas "rachadinhas" até ligações obscuras que o país inteiro conhece.
A análise aponta que Flávio Bolsonaro tornou-se o símbolo da impunidade da extrema direita, utilizando manobras jurídicas e a influência política herdada do desgoverno de seu pai para paralisar processos. Para o autor, o "E daí?" proferido por Jair durante a pandemia parece ter se tornado a doutrina oficial da família diante da justiça: não importa a gravidade do crime, a rede de proteção articulada no centrão e em setores aparelhados do Estado garante que nada aconteça. É uma afronta à democracia ver um senador da República rir das instituições enquanto acumula indícios de enriquecimento ilícito.
A conivência de parte do Judiciário e a articulação de figuras como Davi Alcolumbre no Senado ajudam a manter essa redoma de vidro sobre o clã. O bolsonarismo, mesmo derrotado nas urnas, ainda opera nas sombras para garantir que seus membros mais eminentes jamais sentem no banco dos réus. Mendes destaca que essa proteção não é apenas política, mas um projeto de manutenção de poder que desafia a reconstrução ética proposta por Lula. Enquanto o povo luta por dignidade, a elite reacionária se ocupa em proteger seus "príncipes" de qualquer tentativa de aplicação da lei.
O texto reforça que a paciência da sociedade brasileira com o privilégio dessa "monarquia de condomínio" está no limite. Não há como falar em pacificação do país sem que os crimes cometidos pela família Bolsonaro e seus asseclas sejam punidos com a severidade necessária. A tática de Flávio de se vitimizar enquanto manobra o sistema é um insulto à inteligência nacional e uma mancha na história jurídica do Brasil. O sobrenome Bolsonaro funciona como um salvo-conduto para o crime.
A figura de Flávio Bolsonaro representa tudo o que precisa ser extirpado da vida pública: a mistura entre o público e o privado e o uso do mandato para benefício próprio.
O artigo de Moisés Mendes é um grito contra o silêncio obsequioso que muitas vezes cerca os crimes do senador Flávio Bolsonaro. O Brasil exige respostas e ações concretas para que a sensação de "nada acontece" dê lugar à certeza de que a lei vale para todos. O fim da blindagem da família Bolsonaro é um passo fundamental para que a democracia respire aliviada e para que o país possa, finalmente, deixar para trás esse capítulo tenebroso de sua história.
Com informações do DCM, com José Mendes
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