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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, concluiu seu depoimento na Polícia Federal, em Brasília, após mais de 9 horas de esclarecimentos. Este depoimento integra a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, que se seguiu à derrota eleitoral de Jair Bolsonaro em 2022. Durante a sessão, Cid reiterou que não esteve presente na reunião em que Bolsonaro teria proposto o golpe aos comandantes das Forças Armadas, embora confirmasse sua participação em outro encontro com as autoridades militares.
Cid detalhou aos investigadores que soube, por intermédio do general Marco Antônio Freire Gomes, da pressão exercida por Bolsonaro sobre a cúpula militar para que apoiassem o plano golpista. Essas revelações vêm na esteira das declarações de Freire Gomes, que descreveu uma reunião em que Bolsonaro teria apresentado uma minuta golpista, instruindo até mesmo ajustes no documento.
A nova convocação de Cid pela Polícia Federal foi motivada após depoimentos anteriores de Freire Gomes, que ofereceram uma visão detalhada sobre a suposta apresentação da minuta golpista por Bolsonaro. Apesar das graves acusações, Cid se defendeu, alegando em seus depoimentos anteriores e no recente, que Bolsonaro não teria agido para materializar o golpe sugerido na minuta.
Essa narrativa contradiz as suspeitas de envolvimento direto de Bolsonaro na tentativa de golpe, um tema que segue sendo investigado pela Polícia Federal. As alegações de Cid tentam desvincular Bolsonaro de qualquer ação golpista direta, reforçando a ideia de que não houve movimentação concreta para a realização de um golpe de Estado, baseando-se na ausência de evidências de fraude eleitoral.
Com informações da Fórum
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