477 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Na delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, revelou um plano de espionagem do PSOL que incluía vários políticos além da vereadora. Lessa afirmou que os irmãos Brazão infiltraram Laerte Silva de Lima e sua esposa, Erileide Barbosa da Rocha, no partido – ambos integrantes da milícia de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio.
Segundo Lessa, Domingos Brazão admitiu ter colocado um espião no PSOL, referindo-se a Laerte. “Essa pessoa trazia informações sobre o PSOL”, declarou. Além de Marielle, a vigilância incluía outros membros do partido, como Marcelo Freixo, Renato Cinco e Tarcísio Motta. “Domingos dizia que tinha um espião no PSOL, chamado Laerte, um miliciano de Rio das Pedras que trazia informações”, disse Ronnie.
Lessa afirmou que começou a buscar informações sobre Marcelo Freixo na internet por volta de abril de 2017, mesma época da filiação de Laerte e Erileide ao PSOL. O casal foi expulso do partido em dezembro de 2020, após a descoberta de suas verdadeiras intenções e ações dentro da milícia.
O PSOL, em nota, afirmou que a expulsão ocorreu após investigações indicarem a real atuação do casal. “As milícias não têm limites em sua atuação criminosa e muitas vezes contam com o apoio de agentes do Estado”, declarou o partido, reforçando seu compromisso em buscar justiça para Marielle e Anderson.
Ainda na delação, Lessa mencionou que Laerte pode ter exagerado ou inventado informações para impressionar os irmãos Brazão. A PF ponderou que isso pode ter levado a uma reação desproporcional contra Marielle e seu assessor após a vereadora se opor a um projeto de lei de Chiquinho Brazão na Câmara do Rio. O projeto, de maio de 2017, visava flexibilizar regras de regularização fundiária na Zona Oeste, afetando diretamente áreas de interesse da família Brazão.
Laerte foi preso em 2019 na Operação Intocáveis, um desdobramento das investigações do caso Marielle. Solto em liberdade condicional em 2020, voltou a ser preso no final de 2023 em uma ação do Ministério Público contra a milícia de Rio das Pedras. A denúncia indicou que ele usava um endereço em Jacarepaguá como “escritório” da organização criminosa.
Assista ao vídeo da delação de ronnie Lessa:
Com informações do DCM
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.