697 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O professor e educador Daniel Cara usou a plataforma X (antigo Twitter) para desmentir uma notícia publicada pela Folha de S. Paulo neste domingo, que sugeria a possível cobrança de mensalidades em universidades públicas. Segundo Cara, um colega do alto escalão da equipe econômica do governo garantiu que a matéria da Folha não corresponde à realidade e que não há planos de cobrança de mensalidades nas universidades federais, nem alterações no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).
Cara expressou sua satisfação com essa confirmação: "Um colega do alto escalão da equipe econômica do governo afirmou que a matéria da Folha de S. Paulo não corresponde aos fatos: não há perspectiva de cobrança de mensalidade nas universidades federais e tampouco há chance de alteração do Fundeb, que representa a grande vitória da Educação contra o governo Bolsonaro. Excelente! É importante agora a equipe econômica desmentir publicamente o jornal. Lula não pode, mais uma vez, pagar esse ônus, como ocorreu com a questão dos pisos de saúde e educação. Da nossa parte, seguimos lutando pelo financiamento da educação pública, sempre."
A notícia da Folha afirmava que, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartar mudanças no piso de despesas com educação, a equipe econômica estaria analisando outras medidas de ajuste, incluindo a cobrança de mensalidades de alunos ricos em universidades públicas e alterações nos parâmetros do Fundeb. Essas medidas fariam parte de um conjunto de mais de cem iniciativas visando o reequilíbrio fiscal.
De acordo com a Folha, a cobrança de mensalidades nas universidades públicas afetaria apenas os alunos de classes sociais mais favorecidas, impactando parte dos 1,3 milhão de estudantes da rede federal de ensino superior. A matéria também sugeria que mudanças no Fundeb poderiam proporcionar maior flexibilidade orçamentária, como a elevação do percentual da contribuição da União contabilizado no piso federal da educação e a redução do percentual destinado ao pagamento dos profissionais da educação básica.
Contudo, fontes internas do governo desmentiram essa informação ao professor Daniel Cara, que reiterou a necessidade de a equipe econômica se manifestar publicamente sobre o assunto para evitar mal-entendidos e proteger a imagem do presidente Lula. A reafirmação do compromisso com a educação pública e a manutenção dos parâmetros do Fundeb são vistos como essenciais para o avanço e consolidação das conquistas educacionais no Brasil.
Um colega do alto escalão da equipe econômica do governo afirmou que a matéria da Folha de S. Paulo não corresponde aos fatos: não há perspectiva de cobrança de mensalidade nas universidades federais e tampouco há chance de alteração do Fundeb, que representa a grande vitória da…
— Daniel Cara - Educação e Ciência (@DanielCara) July 7, 2024